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Estado de Minas CASA CIVIL

Secretário demitido por usar avião da FAB já foi recontratado

José Vicente Santini foi nomeado menos de 24 horas depois de ser exonerado


postado em 30/01/2020 04:00 / atualizado em 30/01/2020 07:30

Vicente Santini foi exonerado de um cargo por Bolsonaro e readmitido em outro por ele (foto: Rosinei Coutinho/STF/Divulgação %u2013 14/2/19)
Vicente Santini foi exonerado de um cargo por Bolsonaro e readmitido em outro por ele (foto: Rosinei Coutinho/STF/Divulgação %u2013 14/2/19)

Brasília — Exonerado pelo presidente Jair Bolsonaro do cargo de secretário-executivo da Casa Civil, José Vicente Santini foi nomeado como assessor especial de relacionamento externo da pasta, menos de 24h depois. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União dessa quarta-feira (30), mesmo dia em que foi publicada sua demissão. A nomeação ao novo cargo atende a um apelo dos filhos de Bolsonaro: o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ). Amigo de infância de Santini, Eduardo Bolsonaro pediu para que o funcionário fosse mantido em outro cargo dentro do governo.
 
Santini se reuniu com Bolsonaro e, junto com interlocutores, convenceu o presidente de que ele poderia seguir no governo. Quem o nomeou foi Fernando Wandscheer de Moura Alves, que foi nomeado para o cargo de Santini, mas até ontem, estava justamente na posição que o ex-secretário passou a ocupar. Santini recebia um salário de R$ 17.327,65 mensais. A remuneração prevista para o novo cargo é de R$ 16.944,90, segundo o G1.
 
Santini foi demitido pelo presidente Jair Bolsonaro na terça-feira após usar um jato da Força Aérea Brasileira (FAB) para uma viagem para a Índia. Bolsonaro considerou “inadmissível” o uso da aeronave em um voo para três servidores. “O que ele fez não é ilegal, mas é completamente imoral. Ministros antigos foram de avião comercial, classe econômica. Eu mesmo já viajei no passado, não era presidente, para a Ásia toda de classe econômica”, lembrou Bolsonaro no Palácio do Alvorada.
 
Em nota, a Casa Civil informou que o presidente Bolsonaro conversou com Santini e decidiu que o ex-secretário-executivo “deve seguir colaborando com o governo”. Em Brasília, Santini estudou em colégio militar e conviveu com Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro por ser filho de general do Exército. No governo desde janeiro, Santini participava de churrascos e festas com a família do presidente e fazia questão de divulgá-las em suas redes sociais.
 
No sábado, o presidente deu uma bronca no funcionário ao descobrir que ele havia chegado à Índia em um voo da Força Aérea Brasileira enquanto outros ministros haviam usado voo comercial para se deslocar. Número dois na Casa Civil, ele chegou à Índia acompanhado da secretária especial de Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Martha Seillier e da diplomata Bertha Gadelha. Antes, Santini estava em Davos e Zurique, na Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial.


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