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Estado de Minas POLÍTICA

Nova ação da Lava-Jato volta às origens e mira contratos de R$ 6 bi com Petrobras

A Polícia Federal informou que a investigação de hoje envolve recebimento de informações privilegiadas sobre a estatal petrolífera


postado em 18/12/2019 08:39 / atualizado em 18/12/2019 09:04

(foto: Divulgação/Marinha do Brasil )
(foto: Divulgação/Marinha do Brasil )

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira, 18, a 70ª etapa da Lava-Jato, a Óbolo, para investigar crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro relacionados a contratos de afretamento de navios celebrados pela Petrobras. A nova fase é continuidade de investigações que remontam ao início da operação, diz a PF.

Cerca de 50 agentes cumprem 12 mandados de busca e apreensão em São Paulo (um), no Rio de Janeiro (10) e em Niterói, RJ (um).

A Polícia Federal informou que as medidas visam colher provas sobre suposto envolvimento de empregados da Diretoria de Abastecimento e Logística e Gerência de Afretamentos da estatal em atos de corrupção e lavagem, além de investigar pessoas e empresas que seriam intermediárias nos contratos de afretamento que estão sob suspeita.

Segundo a PF, há suspeitas de que algumas empresas tenham recebido informações privilegiadas sobre a programação de contratação de navios utilizados para transporte de petróleo e derivados da estatal em troca de pagamento de propina a funcionários da empresa pública.

A corporação indicou que três empresas que são alvos de buscas nesta manhã fecharam mais de 200 contratos de afretamento de navios com a Petrobras, entre 2004 e 2015, em valores que ultrapassam R$ 6 bilhões.

A suspeita de corrupção tem relação com valores supostamente recebidos pelos corretores intermediários que, segundo a PF, alcançam "vultosas somas de dinheiro".


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