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Estado de Minas PRISÃO EM 2ª INSTÂNCIA

PEC que trata da detenção de condenados fica para março

Votação na Câmara dos Deputados só ocorrerá no ano que vem por determinação do presidente da casa, Rodrigo Maia, que pede mais tempo


postado em 07/12/2019 06:00 / atualizado em 07/12/2019 07:45

''Não podemos nunca imaginar que o Parlamento possa cumprir um papel de juiz de execução penal, de prender ou soltar'' - Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados (foto: Aloísio Maurício/FotoArena/Estadão Conteúdo)
''Não podemos nunca imaginar que o Parlamento possa cumprir um papel de juiz de execução penal, de prender ou soltar'' - Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados (foto: Aloísio Maurício/FotoArena/Estadão Conteúdo)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou ontem que a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata sobre prisão após condenação em segunda instância deve ser votada em março, mas reforçou que não é papel do Congresso agir como juiz de execução penal. As declarações foram dadas durante a palestra “O Desafio do Legislativo em 2020”, evento organizado pelo Instituto dos Advogados de São Paulo, o Iasp, em um hotel na capital paulista.
“Não podemos nunca imaginar que o Parlamento possa cumprir um papel de juiz de execução penal, de prender ou soltar”, disse. Maia emendou que o papel da lei é constituir segurança jurídica para toda a sociedade. “É uma PEC que trata de recursos especiais, é extensa (...) Por isso compreendi que a discussão dessa PEC é o melhor caminho”.

Rodrigo Maia disse que é preciso tempo para fazer um debate amplo e permitir que as pessoas entendam, de fato, do que se trata a discussão, que teria grandes efeitos no ordenamento jurídico nacional. Questionado sobre a afirmação da senadora Juíza Selma (Podemos-MT), de que a discussão do tema na Câmara seria uma forma de não votar a questão, disse que não é atribuição da senadora falar sobre o trabalho da Câmara.

“Ela é senadora, nós somos deputados. Ela pode junto com o presidente Davi Alcolumbre cuidar da pauta do Senado, a gente cuida da Câmara. Nós temos nossa pauta, nossa agenda, e com todo respeito à senadora, quem faz a pauta da Câmara são os deputados eleitos”, rebateu o presidente da Câmara.

Na palestra para advogados, o presidente da Câmara ainda fez um discurso em defesa da democracia, repudiou os ataques ao Parlamento e ao Supremo Tribunal Federal (STF) e questionou de onde vem o financiamento e quais os objetivos dessas investidas, muitas baseadas em informações falsas.
 



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