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Estado de Minas LEGISLATIVO MUNICIPAL

Apenas três vereadores de BH não pensam na reeleição; saiba quais

Reportagem do EM ouviu os 41 parlamentares da Câmara da capital: quase a metade admite mudar de partido para as eleições de 2020 e três pensam em disputar a prefeitura


postado em 16/09/2019 04:00 / atualizado em 15/09/2019 20:25

Plenário da Câmara Municipal de BH: coligações partidárias serão proibidas nas eleições do ano que vem(foto: Karoline Barreto/CMBH )
Plenário da Câmara Municipal de BH: coligações partidárias serão proibidas nas eleições do ano que vem (foto: Karoline Barreto/CMBH )

Apenas três vereadores de Belo Horizonte, dos 41, não devem tentar a reeleição na Câmara Municipal em 2020. Outros três avaliam ainda participar de chapas à prefeitura da capital, como cabeça de chapa ou candidato a  vice-prefeito. Entre os 35 vereadores que se declaram candidatos no ano que vem, 19 admitem buscar nova legenda para as eleições. A menos de um ano para o início da campanha, os parlamentares negociam espaço e influência dentro das siglas e analisam que, na primeira eleição sem coligações partidárias para concorrer as cadeiras na Câmara Municipal, a briga pelos votos será mais acirrada dentro das legendas.

Na última semana, a reportagem do Estado de Minas ouviu cada um dos parlamentares da capital mineira sobre seus planos para 2020.  Wellington Magalhães (DC), Preto (DEM) e Orlei (Avante) afirmaram que não pretendem tentar a reeleição. A presidente da Casa, vereadora Nely Aquino (PRTB), e Gabriel Azevedo (Sem partido) informaram que não sabem ainda se estarão na disputa no Legislativo ou no Executivo. Já Flávio dos Santos (Pode) disse que está analisando o cenário político para decidir se vai se candidatar novamente. 

“Não serei candidato a nada ano que vem. Quero me defender das acusações injustas daqueles que me atacaram e atacaram minha família. Fui alvo de muita maldade nesses últimos anos e quero respondê-las na Justiça”, afirmou Wellington. Ex-presidente da Câmara, ele está no seu quarto mandato e foi acusado de ameaçar autoridades e participar de esquema que desviou recursos da Casa.


O vereador Orlei, atualmente no segundo mandato, afirmou que o momento político é muito ruim e que decidiu cuidar de seus negócios particulares no ano que vem. Já Preto, atual vice-presidente da Casa e no sexto mandato, disse estar com problemas de saúde e que por isso deixará o Legislativo no final do ano que vem.


Troca-troca partidário 

Um dos principais pontos citados pelos vereadores que negociam mudança de partido para as próximas eleições é a valorização interna do próprio nome e uma chapa com condições de somar os votos necessários para garantir cadeiras na Câmara. A partir de 2020, as coligações partidárias estão proibidas, e os vereadores mais votados das siglas assumem as cadeiras do Legislativo, atingindo o coeficiente eleitoral. Alguns apostam que cada legenda vai lançar mais candidatos em busca dos votos e outros lembram a importância de um apoio de algum candidato à prefeitura para ganhar visibilidade na campanha.

Integrante da bancada cristã e vice-líder de Governo na Câmara, o vereador Élvis Cortes – atualmente no PHS, mas de malas prontas para desembarcar em um novo partido – avalia que o novo sistema vai obrigar os candidatos a disputarem espaço dentro de cada sigla. “Os que realmente quiserem se eleger terão que ter apoio dos partidos, com estrutura para campanha, tempo de televisão, entre outras formas de divulgar as propostas. Será preciso se adaptar rapidamente para o ano que vem. Acredito que deve acontecer novamente uma renovação na Casa”, diz Cortes.

'Não serei candidato a nada ano que vem. Quero me defender das acusações injustas daqueles que me atacaram e atacaram a minha família. Fui alvo de muita maldade nesses últimos anos e quero respondê-las na Justiça'

Wellington Magalhães (DC), vereador no quarto mandato e ex-presidente da Câmara


O vereador Bim da Ambulância se elegeu pela primeira vez, em 2012, pelo PTN, mas, ao final do primeiro mandato, se mudou para o PSDB. Agora, ele avalia novamente trocar de partido para a próxima disputa. “Infelizmente não está tendo muito diálogo dentro do PSDB sobre as questões municipais. As discussões avançam muito pouco e todos têm incertezas sobre o que vai acontecer em 2020. Então, não sei se tentarei a reeleição pelo partido”, diz Bim.

Outro que está pronto para desembarcar da atual legenda é Jair di Gregório, hoje no PP. Também membro da bancada cristã, ele já dá como certa a mudança e aguarda para saber se será expulso ou se vai esperar até a abertura da janela no ano que vem. “Sei que no PP não vou ficar. O grupo partidário ao qual estou ligado, do deputado Renzo Braz, perdeu espaço para o deputado Marcelo Aro. E com Aro eu não tenho diálogo”, afirmou Gregório. Situação parecida de Wesley da Autoescola (PRP), que viu sua legenda se transformar em Patriota e mudar as lideranças.

Chance de briga pela PBH 

Dois vereadores que se disseram indecisos sobre a tentativa de reeleição em 2020 citaram como motivo as especulações para a formação de chapas para disputar a prefeitura da capital mineira.  Nely Aquino diz que acompanha as discussões sobre a formação das chapas que vão concorrer ao Executivo municipal. Até agora, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) demonstrou que vai tentar se reeleger e o deputado João Vitor Xavier (Cidadania) também se colocou como opção, enquanto partidos da esquerda estudam uma aliança. Nas eleições majoritárias, as coligações entre partidos continua permitida.

“O momento é de diálogo com vários grupos políticos e meu partido avalia qual será seu papel na formação das chapas. Então, está cedo para saber a qual cargo vou concorrer ano que vem. Não fechei porta para nenhum deles e podem ocorrer mudanças, mas, por enquanto, é tudo especulação”, diz Nely. Na semana passada, a presidente da Câmara se reuniu com o deputado Diego Andrade, líder do PSD.

Outro vereador que mantém olhar atento à disputa pela PBH é Gabriel Azevedo (Sem partido). Eleito pelo PHS e um dos coordenadores da campanha de Kalil em 2016, ele deixou o partido e se tornou um dos maiores críticos ao prefeito na Câmara. “Não sei se disputarei eleição para vereador ou prefeito. Ainda tem muita coisa para acontecer. E também não sei para qual partido irei. Quem sabe as candidaturas independentes possam valer em breve?”, diz Gabriel.

Coordenador da equipe de transição do governador Romeu Zema, o vereador Mateus Simões (Novo) afirma que sua intenção é disputar a reeleição no Legislativo. Ressalta, no entanto, que o partido terá obrigatoriamente um nome concorrendo à PBH e não descarta participar da disputa. “Vejo meu trabalho mais ligado ao Legislativo. É onde está mais voltada minha atuação e nunca tive um projeto de chegar ao Executivo”, diz Simões. Um dos cotados para concorrer pelo Novo é o vice-governador Paulo Brant. O partido vai definir o nome em processo interno até o final deste ano. (Colaborou Felipe Quintela, estagiário)
 




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