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Estado de Minas

'Primeiro ele fala, depois ele pensa', diz Janaina Paschoal sobre Bolsonaro

Deputada usou as redes sociais para defender que o ministro Sérgio Moro desconsidere as coisas ditas pelo presidente e permanece à frente da pasta


postado em 17/08/2019 10:26

(foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
(foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) usou as redes sociais na manhã deste sábado para fazer uma defesa da permanência do ministro da Justiça, Sérgio Moro, no comando do ministério. Como argumento, a parlamentar em São Paulo disse que cabe ao ex-juiz relevar as falas de Jair Bolsonaro, pois ele age no calor das emoções. “Primeiro ele fala, depois ele pensa”, postou.


Ainda de acordo com ela, a “espontaneidade” é “a marca do presidente” e que sua equipe deve aprender a lidar com isso. “Nós precisamos que Moro fique exatamente onde está. Àqueles que dizem para ele sair por inocência, peço que parem. Bolsonaro não vai mudar, a boa equipe que está aí precisa aprender a lidar com uma pessoa emotiva, contornar suas confusões e buscar extrair o que há de bom”, seguiu no comentário.


Para Janaina Paschoal, o ministro da Justiça exerce papel importante à frente da pasta e que deve usar a inteligência para filtrar as coisas ditas aos jornalistas por Bolsonaro. “Moro é inteligente o suficiente para saber que o Presidente, ao dizer o fatídico "quem manda sou eu", devia estar irritado com as perguntas dos jornalistas. Quando confrontado, ele perde a paciência e acaba fazendo o que querem que ele faça...”, declarou.


Nessa sexta-feira, ao ser questionado sobre mudanças no comando da Polícia Federal, o presidente disse que quem mandava era ele e, por isso, era de incumbência dele dar a palavra final e escolher quem estaria no comando da corporação.


Por fim, a deputada ainda classifica como “inocente ou mal intencionado” os que pedem a cabeça de Sérgio Moro no comando do ministério. “Esse discurso de que "se tiver amor próprio Moro deve sair" é coisa de inocente, ou de mal-intencionado. Qualquer pessoa que ama o país sabe que o primeiro passo para trabalhar pelo Brasil é perder o amor próprio. Moro não é Ministro de Governo, ele é Ministro de Estado”.



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