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Estado de Minas

"A única forma de fazer ajuste é com sacrifício", diz governador Romeu Zema

Em encontro com jornalistas, Zema faz balanço dos 120 dias de governo, ataca a gestão de Pimentel e defende a necessidade de tomar medidas impopulares para pôr contas em ordem


postado em 03/05/2019 06:00 / atualizado em 03/05/2019 07:21

Governador mostrou otimismo com o futuro do seu governo durante encontro com jornalistas de diversos veículos na Cidade Administrativa, ontem à tarde (foto: Gil Leonardi/Imprensa MG)
Governador mostrou otimismo com o futuro do seu governo durante encontro com jornalistas de diversos veículos na Cidade Administrativa, ontem à tarde (foto: Gil Leonardi/Imprensa MG)


“Não temos Casa da Moeda em Minas. A única forma de fazer ajuste é com sacrifício.” Ao fazer um balanço dos 120 dias de governo em encontro com jornalistas na Cidade Administrativa na tarde de ontem, o governador Romeu Zema (Novo) defendeu a necessidade de tomar “medidas impopulares” para tentar equilibrar o cofre do estado.

Mesmo afirmando que foi eleito para “arrumar a casa, não para colocar culpa no governo anterior”, Zema reservou as maiores críticas à administração de Fernando Pimentel. Sem citar o nome do petista, o atual governador afirmou que seu antecessor “saqueou os depósitos judiciais”.

“Era uma das válvulas de escape. Não temos mais depósitos para levantar”, disse, antes de nova crítica: “O último governo não fez nenhum ajuste necessário. Estamos tendo de fazer no atacado o que ficou represado por anos”.

Zema acredita que, com uma equipe de secretários “selecionados pela competência e que está dando respostas”, será possível apresentar resultados concretos a partir do segundo semestre deste ano.

Para isso, ressalta, é preciso construir ambiente confiável para investimentos capazes de gerar renda e empregos: “Sou extremamente otimista: os resultados vão aparecer”.

Confira, a seguir, os principais pontos da entrevista do governador mineiro, que fez questão de defender a reforma da Previdência e ressaltar seu bom relacionamento com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e sua equipe: “Estamos afinados com 99% das propostas do governo federal”.

Arrumar a casa
“Nós estamos aqui para arrumar a casa, não para colocar culpa no governo anterior. Saí de casa aos 16 anos e nunca levei problema para meu pai e minha mãe.”

Invasões
“Orientei a PM a resolver os problemas das invasões na origem. Se 10 pessoas invadiram, vamos levar para depor na delegacia. Sem invasão, a gente dá segurança para quem investe.”

Desordem
“Eu acredito no direito da manifestação. Sou contra a desordem.”

Voos oficiais
“Nunca na história do estado um governador teve tantos voos questionados. Antes, isso era acobertado durante o mandato, agora não. Mas os meus voos foram todos a trabalho, sem levar familiar. Só que as minhas viagens de carro ninguém anuncia, os voos todos anunciam. Ser transparente é um caminho sem volta.”

Quebradeira
“Não sei quantas empresas o governo anterior quebrou por não honrar compromissos.”

Tributação
“Não podemos ter o estado com a tributação mais complexa do Brasil.”

Parcerias
“Os governos federal e estadual não têm capacidade de investir em infraestrutura. Temos que avançar nas parcerias com a iniciativa privada. É melhor ter a (BR) 381 pedagiada do que sem pista dupla,
como está aí.”

Alinhamento
“O governo federal, tal como o nosso, também comete os seus erros. Mas a interlocução é a melhor possível porque o nosso discurso é muito alinhado: mais liberdade para o indivíduo, menos intervenção do Estado.”

Previdência
“A reforma da Previdência é legítima porque vai cobrar mais de quem ganha mais. O ideal é que inclua os estados para poupar 27 assembleias legislativas de fazer o mesmo trabalho.”

Resultados
“Penso que, já no segundo semestre, vamos começar a ver concretamente os frutos de algumas das nossas ações.”

 

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