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Estado de Minas

Polícia Federal deflagra operação contra o PSL em Minas

Partido está sendo investigado por suspeita de irregularidades na aplicação de recursos referentes a campanhas eleitorais femininas


postado em 29/04/2019 08:40 / atualizado em 29/04/2019 19:24

Viaturas da Polícia Federal em frente à sede do PSL, na manhã desta segunda-fera(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)
Viaturas da Polícia Federal em frente à sede do PSL, na manhã desta segunda-fera (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira operação para cumprir  sete mandados de busca e apreensão envolvendo dirigentes do PSL em Minas.

Os mandados  foram expedidos pela 26ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte e estão sendo cumpridos na capital, Contagem, na Região Metropolitana, Coronel  Fabriciano e Ipatinga. As duas últimas cidades estão localizadas no Vale do Aço.

A PF investiga suspeita de irregularidades na aplicação de recursos referentes a campanhas eleitorais femininas do PSL no estado.

Houve a apreensão de documentos relativos a produção de material gráfico de campanhas eleitorais.

Segredo de Justiça


A assessoria de imprensa do Tribunal Regional ELeitoral de Minas Gerais (TRE/MG) informou, nesta segunda-feira, que o processo tramita em segredo de Justiça.

Duas viaturas da Polícia Federal estiveram hoje na Rua Inconfidentes,  na Savassi, em Belo Horizonte. O local abriga a sede do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro.

Na fachada do edifício ainda há adesivos da campanha de Bolsonaro.

Ministro do Turismo


Na quarta-feira passada  (24), o ministro do Turismo no governo Jair Bolsonaro, Marcelo Álvaro Antonio, voltou a negar que tenha havido caixa dois em candidaturas do PSL na eleição de 2018.

O ministro é investigado por suspeita de ter patrocinado um esquema de 'candidaturas laranjas' durante o pleito. Ele era presidente do PSL em Minas Gerais até 2018.

O PSL acumula denúncias de mulheres que afirmam terem sido usadas como laranjas nas eleições do ano passado. A primeira a confirmar ter sido pressionada a usar recursos de sua campanha para pagamentos de despesas que não as suas foi Cleuzenir Barbosa, de Governador Valadares, região leste de Minas, que hoje vive em Portugal. A ex-candidata afirma que não concordou com o esquema e que foi para o exterior por medo de continuar no Brasil.

Na semana passada, o material de campanha da candidata a deputada estadual Zuleide Aparecida de Oliveira foi entregue ao Ministério Público Federal e pode ser considerada a principal prova de que o partido não contabilizou gastos nas eleições 2018. Zuleide afirmou ao jornal Folha de S.Paulo ter sido chamada pessoalmente pelo atual ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio, para entrar na disputa como laranja.

A assessoria de imprensa do Ministro Marcelo Álvaro Antônio informa que ele vê com naturalidade a operação “Sufrágio” da Polícia Federal (PF). “O ministro reitera que não houve qualquer “candidatura-laranja” no PSL de Minas”, diz a nota, que também aponta que elas foram “criadas pela Folha de S. Paulo e uma parlamentar mineira”.

O ministro diz estar à disposição da Polícia Federal para prestar todas as informações necessárias e que se ofereceu espontaneamente há um mês para prestar depoimento às autoridades do caso. A parlamentar a que ele se refere é Alê Silva (PSL-MG), que também denunciou o esquema e acusa o ministro de ter feito ameaça de morte contra ela.


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