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Estado de Minas

Deputados articulam eleição para presidente da Assembleia de MG

Deputados negociam alianças para disputar a presidência da Casa na próxima legislatura. Com possível apoio do PT e do PSL, deputado Agostinho Patrus (PV) sai na frente na disputa


postado em 07/11/2018 06:00 / atualizado em 07/11/2018 06:59

"Temos conversas encaminhadas com 15 partidos e a indicação de apoios que somam, hoje, 41 deputados. Mas ainda podemos ampliar"- Agostinho Patrus (PV), deputado estadual (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

Com a possibilidade de apoio do PT, que tem 10 deputados, e do PSL, com seis – respectivamente a maior e a quarta bancadas da Assembleia Legislativa eleitas em 7 de Outubro – que se somam ao PV, que com os seus cinco deputados é a quinta na Casa, o deputado estadual Agostinho Patrus (PV) sai na frente nas articulações para a corrida à presidência da Mesa Diretora do primeiro biênio da 19a Legislatura, que se iniciará em 1º de fevereiro de 2019.

Também são candidaturas colocadas à presidência as dos deputados petebistas Arlen Santiago e Sargento Rodrigues, além de Cássio Soares (PSD), esta não explicitada, mas alinhavada por aliados. Esses três partem de uma base de apoio comum, que tende a reunir as bancadas do PSDB, com sete deputados, a do PSD com quatro e a do PTB, com três. O deputado estadual Roberto Andrade (PSB) cogita, igualmente, concorrer ao cargo.

O novo plenário a ser empossado atingiu o maior índice de fragmentação partidária da história do legislativo estadual – há 28 legendas representadas. Reunir apoios é uma tarefa que exige tempo em interlocuções que, em muitos casos, se tornam individuais. Por isso mesmo, algumas conversas se dão em blocos, que já carregam afinidades em atuações conjuntas. “Fizemos uma reunião com Agostinho Patrus, da qual participaram seis deputados estaduais do DEM, do PDT, do SD e eu mesmo, do PP”, disse ontem Gil Pereira (PP). O grupo, que considera o apoio a Patrus, mas igualmente afinado com o PTB, o PSD e o PSDB.

“Temos conversas encaminhadas com 15 partidos e a indicação de apoios que somam, hoje, 41 deputados. Mas ainda podemos ampliar”, avaliou Agostinho Patrus. “Nossa posição de apoio integral à gestão de Romeu Zema, já no segundo turno, nos coloca numa posição confortável para anunciar o embrião de sua futura base de sustentação, agregando novos partidos”, disse ele. O Novo, terá três deputados estaduais – Laura Serrano, Guilherme da Cunha e Bartô. “O Executivo não pretende interferir na composição da Mesa Diretora. Reconhecemos a importância de um Legislativo independente. Não existe um candidato do governo para a Presidência da Assembleia, mas queremos criar pontes para aqueles que pleiteiam alcancar um consenso”, diz Guilherme da Cunha.

Muito importante para o futuro governo de Romeu Zema (Novo), a sucessão do atual presidente da Assembleia Adalclever Lopes (MDB), não caminha sozinha, mas acompanhada da formatação de blocos de atuação na Casa – que por seu turno vão definir a distribuição das presidências de comissões temáticas. “Temos um indicativo de apoio a Agostinho Patrus. Mas nossa bancada tem pautas específicas e, em decorrência delas, interesse especial em certas comissões temáticas”, afirma Heli Grilo (PSL), eleito em primeiro mandato. “Para nós são prioritárias as comissões de segurança pública e a da educação”, acrescenta o coronel Henrique (PSL), também eleito para o primeiro mandato.

Embora tenda ao apoio a Agostinho Patrus, o PT ainda não tem posição formal. “O PT é a maior bancada, estamos debatendo, mas ainda não fechamos. Agostinho Patrus tem bom trânsito e há possibilidade de apoiá-lo”, assinala André Quintão, líder do PT na Casa. Como a eleição para presidente não ocorre dissociada da composição da Mesa, há expectativa de que as bancadas tenham participação proporcional não só nas comissões temáticas, mas também, na Mesa Diretora.

São três os grandes blocos que se desenham na Assembleia. O bloco de sustentação ao governo Zema, que tende a se conformar com PSL, PV e Novo. O bloco de oposição, com PT, do Psol e do PCdoB. E o bloco do centro independente, com PSDB, PSD, PTB, DEM e PSC. “Queremos a aliança com esses partidos e liberdade para votar. Não vamos assinar embaixo às propostas inconstitucionais nem ratificar o desprezo do Novo às questões sociais”, avalia o deputado estadual João Leite (PSDB).

 

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