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Estado de Minas

TSE abre as portas para que partidos monitorem apuração

Contagem dos votos começa após o encerramento das votações, às 17h


postado em 28/10/2018 07:00 / atualizado em 28/10/2018 08:21


Ministra Rosa Weber, presidente do TSE (foto: Jose Cruz/Agencia Brasil )
Ministra Rosa Weber, presidente do TSE (foto: Jose Cruz/Agencia Brasil )
Brasília – A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, autorizou as coligações de Fernando Haddad (PT/PCdoB/Pros) e de Jair Bolsonaro (PSL/PRTB) a acessar quaisquer salas e espaços físicos do tribunal hoje para acompanhar o andamento da votação. A presidente do TSE também convidou os 35 partidos políticos registrados no TSE para monitorar no edifício-sede do tribunal a totalização dos votos. A segurança no edifício-sede do TSE será reforçada em um esquema ainda maior que o ocorrido no primeiro turno. Alvo de ataques por e-mail e em vídeos que circulam na internet, a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, tem circulado escoltada por agentes de segurança.

A coligação de Bolsonaro (intitulada “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”) pediu ao TSE que pudesse indicar até cinco representantes para acompanhar a totalização de votos, o que foi prontamente atendido por Rosa Weber. A coligação de Haddad poderá indicar a mesma quantidade de pessoas. No primeiro turno, a coligação de Bolsonaro não indicou nenhum representante para acompanhar a totalização de votos no TSE, de acordo com a assessoria do tribunal.

Ontem, integrantes do TSE receberam representantes de partidos e instituições que vão acompanhar a apuração. As legendas vão monitorar o recebimento das informações das zonas eleitorais e a totalização dos votos.  Além dos 35 partidos, Rosa Weber convidou representantes do Supremo Tribunal Federal (STF), do Congresso Nacional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Ministério Público e a Polícia Federal, além da missão internacional da Organização dos Estados Americanos (OEA), entre outras instituições.

Na reunião de apresentação, estiveram presentes representantes do PSL, partido de Bolsonaro; do PTB; da Sociedade Brasileira de Computação (SBC); do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e da missão da OEA. Eles foram recebidos pelo secretário-geral da presidência da corte, Estevão Waterloo, pelo diretor-geral, Rodrigo Fleury, além de outros gestores e técnicos do tribunal.

Eles conheceram o centro de operações do tribunal, onde são monitoradas as 460 mil seções eleitorais. No local ficam os servidores para onde são enviados os resultados das votações para a totalização processada no tribunal. Foi explicado que após o encerramento da votação, os resultados em cada urna serão transmitidos ao centro de controle. Contudo, em razão do fuso horário em relação a alguns pontos do país, a divulgação dos resultados da votação para presidente terá início às 19h.

Também foi mostrada a sala-cofre onde fica o sistema que assegura o isolamento das urnas. Segundo o TSE, há seis níveis de segurança no local e somente três servidores têm acesso à sala.

VERIFICAÇÃO

O TSE fez ontem a verificação do sistema que integra os 27 tribunais regionais eleitorais. Confira o passo a passo do sistema que garante a integridade das urnas:


Após o encerramento da votação, cada urna faz a apuração dos votos e imprime o resultado, chamado de boletim de urna.

Esse resultado é impresso e distribuído para fiscais e fixado no local de cada votação.

Em seguida, o resultado de cada urna é gravado em uma mídia digital e “assinado” pelo equipamento por meio de um certificado digital.

Os dados seguem então para um ponto de transmissão em rede privativa e, na sequência, para os datacenters dos tribunais regionais eleitorais.

Com as informações no sistema dos tribunais, é feita checagem se os dados foram enviados da urna certa.

O sistema também verifica se há algo fora do comum, como nenhum eleitor faltoso em uma seção eleitoral ou votos em um único candidato.

Fonte:  Secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino

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