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Estado de Minas

Justiça autoriza exame de sanidade mental em Adélio


postado em 11/10/2018 20:38 / atualizado em 11/10/2018 20:44

(foto: Reprodução Internet)
(foto: Reprodução Internet)

O juiz Bruno Savino, da 3ª Vara da Justiça Federal em Juiz de Fora, autorizou a realização de exame de sanidade mental no agressor do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos.  O  processo corre em sigilo, mas o ESTADO DE MINAS apurou que a decisão foi proferida pelo juiz nesta quarta-feira (dia 10), em atendimento a pedido de instauração de incidente de insanidade mental, apresentado pela defesa.

Adélio esfaqueou Bolsonaro no dia 6 de setembro,  durante um ato de campanha para o primeiro turno da campanha,  no dia 6 de setembro, em Juiz de Fora. Ele está preso preventivamente no Presídio Federal de Campo Grande (MS). Após o atentado, o candidato do PSL ficou quase um mês internado, primeiro na Santa Casa da cidade mineira e, depois, no Hospital Albert Einstein, em Sâo Paulo, de onde recebeu alta no dia 29 de setembro.Ele ficou em primeiro lugar no primeiro turno e disputa o segundo turno da eleição presidencial contra Fernando Haddad (PT).

O juiz federal  Bruno Savino determinou a realização de exame médico-legal no agressor de Bolsonaro  por perito oficial  na Penitenciária Federal em Campo Grande. Ainda não existe prazo divulgação do resultado. Mas, segundo o advogado Zanone Manuel Oliveira Junior,que defende Adélio Bispo, o resultado deverá sair dentro de dois meses.

A realização do exame de insanidade mental foi autorizada pela Justiça após apresentação pela defesa de um segundo pedido  nesse sentido, com base em um laudo de avaliação psiquiátrica do esfaqueador de Bolsonaro,   feita pelo psiquiatra Hewdy Lobo Ribeiro (profissional particular). O parecer indicou que  Adélio “sofre de distúrbios que alteram sua percepção da realidade”. O primeiro pedido tinha sido  negado próprio juiz Bruno Savino, por falta de indício de insanidade mental do agressor.

Além do laudo asssinado pelo psiquiatra particular,em sua decisão, o juiz Bruno Savino também considerou parecer do Ministério Público Federal, que manifestou-se favoravelmente à instauração do  incidente do sanidade mental.

O pedido do exame de sanidade mental é um recurso apresentado pela defesa, que tem como objetivo sustentar que o réu não é responsável pelas suas ações.

No final de setembro, a Polícia Federal concluiu a investigação do ataque e indiciou Adélio Bispo de Oliveira por prática de atentado pessoal por inconformismo político, crime previsto na Lei de Segurança Nacional. Os indícios da investigação foram que agiu sozinho. No entanto, foi aberto um segundo inquérito para averiguar se o agressor teve a ajuda de outras pessoas. As investigações continuam em andamento.

No dia 2 de outubro, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou Adélio Bispo de Oliveira pelo atentado a faca contra  Jair Bolsonaro. O MPF seguiu o entendimento da investigação conduzida pela Polícia Federal  e enquadrou o agressor no artigo 20 da Lei de Segurança Nacional pela prática de "atentado pessoalu por inconformismo político". A denúncia, feita pelo procurador Marcelo Borges de Mattos Medina,  foi acatada pela Justiça Federal.

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