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Estado de Minas

Anastasia e Pimentel buscam votos entre jovens e servidores

Em nova troca de acusações, Anastasia aponta 'retrocesso' no estado e Pimentel culpa o tucano por impeachment


postado em 06/09/2018 06:00 / atualizado em 06/09/2018 07:46

Fernando Pimentel fez campanha no Barreiro e Antonio Anastasia no Barro Preto(foto: Marcos Vieira /EM/D.A. PRESS e Jair Amaral/EM/D.A Press )
Fernando Pimentel fez campanha no Barreiro e Antonio Anastasia no Barro Preto (foto: Marcos Vieira /EM/D.A. PRESS e Jair Amaral/EM/D.A Press )

O senador Antonio Anastasia (PSDB) e o governador Fernando Pimentel (PT) voltaram a trocar acusações ontem na disputa pelo governo do estado. Anastasia acusou ontem o petista de promover “retrocesso” no estado e desrespeitar o funcionalismo público ao diferenciar categorias no parcelamento de salários e atrasar o pagamento. O tucano se reuniu com representantes de sindicatos, dos quais recebeu lista de reivindicações encabeçada por pedido para a pagar no quinto dia útil, se eleito. Ele se comprometeu a ser transparente e realista. A reunião foi a convite do Sindicato os Trabalhadores no Serviço Público de Minas Gerais (Sindpúblicos), que comandou a pauta de reivindicações.

Integrantes do funcionalismo simpáticos ao candidato fizeram críticas ao governo Pimentel. Anastasia disse ter ficado impressionado com o “quadro dramático” e que quando governou acabou com um escalonamento que já durava 20 anos. “Lamentavelmente, tudo isso desmoronou como um castelo de cartas”, disse. À época, ele era secretário do governador Aécio Neves (PSDB). O candidato disse ao funcionalismo considerar “risível” o argumento de Pimentel de que a dificuldade que levou aos atrasos nos pagamentos vem da gestão anterior e repetiu que o déficit deixado pelo governador Alberto Pinto Coelho (PP), que o sucedeu no Palácio, foi de R$ 2 bilhões. “Caso eleito, terei o pé no chão, não crio promessas, não sou mágico nem salvador da pátria”, afirmou.

Anastasia novamente prometeu voltar a pagar no 5º dia útil, mas avisou que isso pode demorar de um a dois anos para ocorrer. “É impossível dar um prazo”, disse. Questionado sobre a diferenciação feita na escala atualmente, já que categorias recebem valores de parcelas diferentes e os aposentados recebem por último, o candidato do PSDB afirmou que, se eleito, adotará o tratamento “isonômico” entre os servidores. “Se há uma dificuldade grande, todos devem participar da solução de modo solidário”, disse.

JOVENS Pimentel fez campanha no Barreiro ontem à noite. Evocando a polarização entre PT e PSDB, ele convocou a juventude a apoiar “seu time”, em discurso rápido para centenas de pessoas na Praça Domingos Gatti. Durante sua fala, no palco onde toda quarta-feira jovens cantam, improvisam e duelam em batalhas de hip-hop, Pimentel tentou aproximar seu discurso ao público e chegou a repetir em coro o bordão local: “Toda quarta é quem? Toda quarta é nós.”

O petista citou que o “lado de lá”, se referindo à campanha de Anastasia, é o de Aécio Neves e do PSDB, lembrando que o partido rival apoiou o impeachment de Dilma Rousseff. Ao lado de lideranças partidárias, como o deputado federal Reginaldo Lopes, e de músicos como Flávio Renegado, companheiro de campanha, Pimentel reforçou o discurso de que seu time “é o de Lula” e “está do lado do povo”.  Estiveram presentes cerca de 300 jovens da região e representantes de movimentos artísticos locais como o Movimento Periferia Criativa, além do Instituto Macunaíma e Viaduto das Artes.

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