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Estado de Minas

Ciro Gomes diz em BH que devolverá a Minas a centralidade na política nacional

Em visita ao Mercado Central, candidato falou sobre os 63 milhões de brasileiros endividados e criticou adversários


postado em 29/08/2018 14:32

(foto: Jair Amaral/EM )
(foto: Jair Amaral/EM )
O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, disse que seu primeiro compromisso, caso eleito, será a reestruturação das dívidas dos estados com prioridade aos mais combalidos: Minas Gerais, Rio de      Janeiro e Rio Grande do Sul. Em rápida visita ao Mercado Central, na manhã desta quarta-feira, em Belo Horizonte, acompanhado de correligionários, com bandeiras e camisetas, onde foi recebido com vaias e aplausos e por algumas pessoas que gritavam nomes de outros candidatos à Presidência, ele disse que a crise no estado humilha todo o país. Afirmou que, se eleito, os mineiros vão retornar à centralidade da política nacional: “Serei o presidente que devolverá a autonomia a Minas Gerais.”

Para restaurar as finanças estaduais, Ciro Gomes prometeu uma equação patrimonial para superar os efeitos do que denominou “calote” da Lei Kandir (que modificou a cobrança de ICMS isentando do tributo os produtos e serviços destinados à exportação). Disse ainda que vai estruturar um fundo previdenciário baseado em riquezas potenciais que possam ser precificadas. “Só a Codemig (Companhia de Desenvolvimento de Econômico de Minas Gerais) – exemplificou – tem autorização de direitos de exploração de recursos minerais que chegam a centenas de bilhões de reais. Se fizer um recebível lastreado pelo governo federal pode resolver o problema estrutural de Minas, que é a questão previdenciária”.

SPC

O candidato lembrou que foi ministro da Fazenda (governo Itamar Franco 1994-98) para justificar sua proposta de retirada do nome de 63 milhões de brasileiros do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e criticou os juros “abusivos” pagos pelos cidadãos brasileiros. “Não há atividade econômica se o consumo das famílias não for restaurado”. Ele disse que há mais de um ano vem estudando essa possibilidade e, diante de pesquisas junto às entidades de proteção ao crédito, concluiu que “a dívida média é de R$ 4.200,” sendo que 80% dela está relacionada a “juros abusivos, taxas, correção monetária, taxa de permanência e outros abusos”. Ciro disse que reunirá bancos e crediaristas em um leilão. “Quem oferecer maior desconto financio primeiro”. Sua proposta é que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal ofereceriam “crédito e em que troca a instituição financeira privada baixaria os juros de 500% por de 10 a 12%. O banco não perde nada e divido o restante (da dívida) em 12 meses”.

O candidato do PDT chamou de “estúpidas” as políticas econômicas adotadas durante o último governo de Dilma Roussef, na gestão do ministro Joaquim Levy, e do governo Temer. “A indústria brasileira está definhando por essa política estúpida do MDB e do PSDB replicada no governo de Dilma com Levy. O Brasil fechou 13 mil indústrias do último governo da Dilma pra cá, 4 mil só em São Paulo e 1.300 em Minas Gerais”. Ele atribuiu as causas à taxa de câmbio manipulada de forma errada, taxa de juros “criminosa e imoral” e estrangulamento da renda do povo.

Violência

Caso eleito, o ex-governador do Ceará disse que chamará para o governo federal a responsabilidade do combate ao narcotráfico, contrabando de armas, facções criminosas, crimes do colarinho branco, do sistema financeiro e contra administração pública. Ele propõe a criação do Sistema Único de Segurança Pública que cuidará desde a investigação desses crimes até o sistema prisional, reforçando o orçamento da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) que será disponibilizado para os estados e municípios na proporção que aderirem ao sistema.

“O Brasil tem 13,7 milhões de desempregados e 32 milhões de pessoas vivendo de subemprego, empurradas para informalidade, sofrendo todo tipo de humilhação, a consequência óbvia dese quadro é a violência: 63.880 pessoas assassinadas, 60 mil mulheres estupradas e nem justiça acontece porque o estado brasileiro está desmoralizado”.

Palanque

Perguntado se com a saída da disputa do candidato do PSB, Márcio Lacerda, ficaria sem palanque em Minas e se contaria com o apoio do prefeito da Capital, Alexandre Kalil, disse que, apesar da afinidade entre ambos e considerá-lo (Kalil)“o melhor prefeito entre as capitais de estados brasileiros”, ainda não poderia falar de apoio. Mas que vem conversando com ele e outros políticos mineiros para garantir seu espaço em palanques no estado.

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