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Estado de Minas

Coluna do Baptista Chagas de Almeida

O ministro Fachin, relator da Lava-Jato no STF, autorizou a filha, a deputada Cristiane Brasil, almoçar com Roberto Jefferson


postado em 12/08/2018 06:00 / atualizado em 12/08/2018 08:20



No Dia dos Pais, tem papai Jefferson


Pânico em Ipatinga, com a explosão no gasômetro da Usiminas. Pânico nos Estados Unidos, com avião roubado em Seattle. Pânico com o efeito cascata nas contas públicas, diante do aumento dos salários no Supremo Tribunal Federal (STF) logo seguido pelo Ministério Público Federal (MPF).

Melhor deixar o pânico pra lá. Afinal, hoje é Dia dos Pais, data que pede almoço em família. Só que não dá pra fugir da política. É que o dia traz de volta o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson.

O ministro STF Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato na corte, autorizou que a filha, a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), almoçasse com o papai Jefferson. A autorização foi necessária porque ela não pode ter contato com outros investigados na Operação Espúrio, o que inclui o pai.

Se tem PP no meio do caminho, não confundir com PaPai do dia, mas com o Partido Progressista, o presente quem vai receber são os integrantes mais fiéis nas votações sob orientação do partido, em especial, os que votaram a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). O bônus é de 2,5%, mas o que pesa no bolso é para quem votou contra. O castigo é de 15% a menos do fundo eleitoral que o PP recebeu.

Deixando o domingo em família pra lá, melhor tratar do que vai acontecer na Câmara dos Deputados. O assunto é obsolescência. Entendeu? Nem eu. Melhor a agenda explicar: “A obsolescência programada consiste em uma pretensa estratégia atribuída às empresas para aumentar seus lucros por meio de uma redução artificial da vida útil de seus produtos ou pelas constantes mudanças de versões, o que obrigaria o consumidor a trocá-los constantemente”.

Para registro, a tal obsolescência será, depois de amanhã, o tema de audiência pública conjunta das Comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços e de Defesa do Consumidor.

Se os deputados vão aparecer, em temporada de palanques eleitorais, ainda não dá para saber. A resposta, só amanhã. É isso mesmo, tem até uma coleção de pedido de urgência. É o tal esforço concentrado. Quem sabe, sendo assim, dá para votar alguma coisa em plenário? Pode até ser, mas melhor esperar para conferir.

O registro final vem da convenção do PT que sacramentou a candidatura do governador Fernando Pimentel (PT). Ao lado da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), ele batizou sua chapa de “Lula Livre”, e o slogan é “Juntos de novo”.

Relator mineiro

Está virando mania. Só que de fato quase tudo passa por Minas Gerais. Desta vez, é o deputado Mauro Lopes (MDB-MG). Ele é o relator no Conselho de Ética do processo contra o colega Nelson Meurer, condenado a 13 anos de prisão em regime fechado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Claro que a investigação foi da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal (PF) em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF). Sempre ela. Só que não teve sessão no Conselho de Ética. Para registro, Meurer foi o primeiro deputado envolvido na Lava-Jato condenado no Supremo Tribunal Federal (STF).

O detalhe
Quase um ano depois. Foi em setembro do ano passado que o então procurador-geral da República Rodrigo Janot apresentou denúncia contra o presidente Michel Temer (MDB), no então conhecido como o Quadrilhão do PMDB (na época ainda tinha o P). O relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, arquivou denúncia contra André Moura (PSC-SE), líder do governo, e ainda os deputados Aníbal Gomes (MDB-CE), Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e Altineu Côrtes (PP-RJ). O detalhe é o que mais importa. Fachin deixou claro que se houver novas evidências vai reabrir a investigação.

Boicote na rede
O deputado Sargento Rodrigues (PTB) denunciou em plenário, em sessão na semana passada, que o Departamento de Comunicação da Assembleia Legislativa (ALMG) não está postando no Instagram oficial da Casa nenhuma informação sobre os trabalhos dos deputados. Aproveitou a presença do presidente Adalclever Lopes (MDB), que estava coordenando os trabalhos da Mesa Diretora, para pedir providências. “Publica-se de tudo naquele espaço. Mas nada que diz respeito à atuação dos deputados”, reclamou Rodrigues.

O filme
Ele estava a caminho de um festival de cinema, mas a cena foi bem real e ainda bem que todos se salvaram. É o helicóptero que caiu com o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (MDB), e sua esposa, além do piloto. Só que a aterrissagem de fato dele é da vida pública. Afinal, foi deputado estadual e federal, prefeito de Vitória e senador, além de governador. Ele comandou o estado de 2003 a 2011, pela primeira vez, voltou em 2015 e desistiu de se candidatar à reeleição. O filme político é, de fato e sem exagero, um longa-metragem.

Sempre ela
A medida não é provisória, a menos que o Judiciário não acate, o que não vai acontecer, pode escrever. O detalhe é que os encrencados na Operação Lava-Jato, da Polícia Federal (PF) em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), souberam bem o que faziam. Ambos foram ministros da Fazenda. Para ficar claro de uma vez, trata-se de Guido Mantega e Antonio Palocci. No meio do caminho, como sempre, tinha empresas do grupo Odebrecht, que se deram bem a edição de duas medidas provisórias (MP). A denúncia foi apresentada pela força-tarefa da Lava-Jato à Justiça.

PINGAFOGO

  • O tremor na escala Richter de 1,8 de intensidade foi considerado pequeno pelo Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB). Trata-se da explosão de sexta-feira no gasômetro da Usiminas.

  • Na tradução simultânea da política, que tem terremoto quase todo dia nas notícias sobre ela e principalmente nas contas públicas, diante dos ataques corruptos, a escala Richter seria bem maior e muito mais perigosa para o seu bolso.

  • Ele desistiu de eleições, mas será “presidente”. Calma, gente, o Palácio do Planalto só entra na história porque o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) desistiu de qualquer candidatura, mas será o “presidente” da coligação de Geraldo Alckmin (PSDB).

  • Pitaco estrangeiro publicado no site de esquerda. Trata-se do político trabalhista inglês Ken Livingstone. Para registro, ele é conhecido popularmente pela alcunha de “Red Ken”.

  • Fica claro e evidente que ele é de esquerda. Ah! Daí tratar a prisão de Lula como golpe. Sendo assim, o jeito é ficar por aqui e curtir o Dia dos Pais.

 

 

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