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Estado de Minas POLÍTICA

Por racismo, ONG pede abertura de investigação contra Mourão, vice de Bolsonaro

General da reserva Hamilton Mourão disse que Brasil herdou 'malandragem dos africanos'


postado em 10/08/2018 19:18 / atualizado em 10/08/2018 20:21

General da reserva Hamilton Mourão (PRTB) (dir) é o candidato à vice-presidência de Jair Bolsonaro (PSL) (esq)(foto: Marcelo Chello/CJPress/Estadão Conteúdo)
General da reserva Hamilton Mourão (PRTB) (dir) é o candidato à vice-presidência de Jair Bolsonaro (PSL) (esq) (foto: Marcelo Chello/CJPress/Estadão Conteúdo)
A ONG Educação e Cidadania de Afrodescendentes (Educafro) pediu ao Ministério Público do Rio Grande do Sul na tarde desta sexta-feira, a abertura de investigação por crime de racismo contra o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB).

Candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), Mourão disse na segunda-feira, que o Brasil herdou a cultura de privilégios dos ibéricos, a indolência dos indígenas e a malandragem dos africanos.

A declaração foi feita em um evento na cidade gaúcha de Caxias do Sul, quando Mourão falava sobre as condições de subdesenvolvimento do País e da América Latina. O general alegou posteriormente ter sido mal interpretado.

O advogado Marcello Ramalho, do escritório de Advocacia Bergher & Mattos Advogados Associados e quem representa a Educafro nesta demanda, explicou que a fala de Mourão pode ser enquadrada no artigo 20 da Lei do Crime Racial (7.716/1989). A pena para este tipo de crime é de reclusão de um a três anos e multa.

"Vamos aguardar a providência do Ministério Público, que vai colher as provas e, eventualmente, instaurar o inquérito", afirmou Ramalho.

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