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Estado de Minas

Partidos ainda estão sem rumo para as eleições em Minas

A 12 dias do prazo final para indicação dos candidatos, legendas ainda enfrentam inúmeras dúvidas sobre apoio e alianças em Minas, que dependem também da composição nacional


postado em 25/07/2018 06:00 / atualizado em 25/07/2018 07:00

(foto: Arte/Quinho)
(foto: Arte/Quinho)

Com o cenário eleitoral movediço na disputa pelo Palácio do Planalto e realidades estaduais completamente dissociadas da lógica nacional, as legendas estão liberadas para compor em Minas e nos demais estados segundo a expectativa do melhor desempenho para a Câmara dos Deputados.

À espera do vento, não apenas o MDB estadual, dono do segundo maior tempo de antena para a propaganda eleitoral gratuita, flaina à espera do vendaval em busca da melhor coligação proporcional, negociando ora com o senador Antonio Anastasia (PSDB) ora com o governador Fernando Pimentel, com o ex-prefeito Marcio Lacerda (PSB) e com o deputado federal Rodrigo Pacheco (DEM), todos pré-candidatos na sucessão estadual.

Atrelados ou não às candidaturas nacionais, a corrida dos partidos em Minas é voo solo: cada um por si e seus resultados. É assim que o PR, integra o chamado Centrão – DEM, PP, SD, PR, PRB – e hipotecou apoio a Geraldo Alckmin (PSDB) na disputa à Presidência. Mas, em Minas, poderá confirmar a coligação com o PT de Fernando Pimentel, que tenta convencer Josué Gomes da Silva, egresso do MDB para o PR, a disputar a segunda vaga ao Senado em sua chapa majoritária. “E assim será em cada estado: o PR fará a coligação que lhe dê maior chance de eleger deputados federais”, afirma um membro da Executiva do partido em Minas.

A 12 dias do prazo final para as convenções partidárias, por todas as legendas pairam inúmeras dúvidas. Tantas que nas convenções agendadas até 5 de agosto, a tendência é a mesma: partidos aprovam candidaturas majoritárias, chapas proporcionais, mas delegam poder à direção estadual para conduzir a política de alianças. E este é o samba ao estilo dos Demônios da Garoa.

Como desdobramento da união do Centrão a Geraldo Alckmin, há em Minas forte pressão pela fusão da candidatura do deputado federal Rodrigo Pacheco, - novo democrata que reúne em torno de sua candidatura PP, Avante, Pen, Patriota, PTC e PMB - , à de Antonio Anastasia, que costurou as adesões de PSD, PTB, PPS, SD e PMN. E em se tratando de indefinição na disputa ao governo de Minas, a candidatura de Marcio Lacerda, até agora com o apoio do Pros e do PDT, enfrenta igual desafio da esfinge da política nacional.

Na disputa presidencial, o Pros conversa com o Podemos do senador Álvaro Dias (PR), candidato ao Planalto, que trabalha para formar uma frente com até nove partidos: Avante, DC, Patriota, PSC, Pros, PRP, PRTB e PTC. Mas o Pros também negocia com o PT de Lula, que, por seu turno, se aproxima de uma aliança nacional com o PSB. Nas duas hipóteses, os movimentos têm reflexo sobre a candidatura de Marcio Lacerda. “Temos autonomia em Minas para seguir nosso caminho”, afirma o presidente do Pros, deputado federal Eros Biondini.

“Se confirmada a candidatura de Lacerda, o vice será o deputado federal Jaime Martins”, afirma Biondini. Jaime Martins e Eros Biondini foram convidados por Jair Bolsonaro (PSL), que anda desesperado em busca de um candidato a vice em sua chapa nacional. Recusaram. O que o Pros quer em Minas é um bom desempenho na eleição para deputado federal. E a chapa está pronta. E sem coligação, o que a protege do descompasso na avenida.

Mas, para Lacerda, há outras interrogações. Ele, que é também considerado para ser vice de Ciro Gomes (PDT) na disputa à Presidência, luta para consolidar sua candidatura ao Palácio da Liberdade. Quer o MDB, mas enfrenta a resistência dos candidatos da chapa proporcional, preocupados com o “peso” da legenda de 14 deputados estaduais e cinco federais. Mas pior será para ele se, no plano nacional, vingar a posição do PSB de Pernambuco, que defende aliança com Lula, pelo apoio do partido à reeleição do governador Paulo Câmara (PSB). Certos na disputa ao governo de Minas até agora caminham Psol, PSTU, Rede e o Novo. Isso porque, cada qual conta consigo, sem alianças.

INDEFINIÇÕES

Fernando Pimentel (PT)
l Vice: indefinido
l Coligação PT-PCdoB-PR-PSDC
l Indefinição: Tenta atrair MDB e PSB e busca confirmar Josué Gomes (PR) para o Senado

Antonio Anastasia (PSDB)
l Vice Marcos Montes (PSD)
l Coligação PSDB-PSD-PTB-PPS-SD-PMN
l Indefinição: Tenta atrair Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para a chapa.

Marcio Lacerda (PSB)
l Vice: Jaime Martins (Pros)
l Coligação PSB-PDT-PROS
l Indefinição: Negocia apoio do MDB, conversa com o PT para eventual articulação em Minas e é sondado para compor chapa nacional de Ciro Gomes.

Rodrigo Pacheco (DEM)

l Vice: Ana Paula Junqueira (PP)
l Coligação DEM-PP-Avante-Pen-Patriota-PTC-PMB
l Indefinição: É pressionado para fundir a sua chapa à de Antonio Anastasia.

MDB: Sem candidato té agora

l Indefinição: negocia com PT, PSB, DEM. Com o PSDB aliança é pouco provável por causa da chapa proporcional.

 

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