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Estado de Minas

Alckmin diz esperar fechar nome de vice em sua chapa no final de julho


postado em 27/06/2018 17:54

São Paulo, 27 - Em entrevista na manhã desta quarta-feira, 27, à rádio Grande Rio FM, de Petrolina, em Pernambuco, o pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, citou que tem raízes (familiares) na Bahia e que irá trabalhar para um vice de outro Estado que não o seu, São Paulo.

Ao comentar sobre as conversas com o Democratas, Alckmin disse que já fechou aliança com cinco partidos e que é natural que seu vice seja de outro partido e outra região. Ele falou da expectativa de crescimento das alianças partidárias em torno de seu nome: "Acho que vai crescer e definimos (vice) no final de julho."

Na entrevista, Alckmin disse que apoia a Lava Jato, pois é dever fortalecer as instituições, as investigações e as punições dos culpados. "É assim que funciona a democracia. Precisamos acabar com a impunidade do colarinho branco, porque a lei é para todos. O melhor desinfetante é a luz do sol e a verdade. Em 40 anos de vida pública não aumentei meu patrimônio, o que tenho é de família", pontuou.

O ex-governador começou a entrevista dizendo que é do interior de São Paulo, no Vale do Paraíba, de Pindamonhangaba e falou de sua especialização, médico anestesista e de sua carreira política, iniciada como prefeito de sua cidade, até chegar a governador de São Paulo.

Lembrou que na disputa com Lula, em 2006, teve mais de 40 milhões de votos e diz que hoje está mais preparado pra fazer o Brasil crescer economicamente e avançar nas áreas da Segurança e da Saúde. O tucano frisou que vai se dedicar à recuperação do Rio São Francisco, na região. "Quero ser o presidente do Nordeste, essa região responde rapidamente às ações governamentais."

Alckmin prometeu também se empenhar, caso eleito, a tirar obras que ainda estão no papel ou paradas. "Infelizmente temos obras paradas no Brasil inteiro ou andando num ritmo pequeno, a crise levou o dinheiro, o governo federal ficou sem recursos, minha prioridade será retomar essas obras."

O ex-governador ressaltou a necessidade de o Brasil voltar a crescer. "Para isso é preciso confiança para atrair os investidores, economia é como psicologia, se acredita estar no rumo certo, o País cresce."

Alckmin disse que a atual crise é muito grave, com mais de 13 milhões de desempregados. "Quero ser o presidente da criança e da mamãe, vou me dedicar à educação básica e infantil." Na área da segurança, prometeu, se eleito, criar uma guarda nacional federal para enfrentar o crime organizado.

Ao justificar seus baixos índices nas pesquisas de intenção de voto, Alckmin disse que a campanha ocorre hoje mais tarde - e é mais curta. "Mas não tem importância, até acho bom. TV e rádio começam em 31 de agosto, agora estamos costurando as alianças e percorrendo o Brasil, ouvindo as pessoas com humildade, aprendendo sobre o nosso País. Se eleito, rapidamente retomaremos o crescimento da economia brasileira e melhoraremos a vida da população."

Na entrevista, Alckmin falou de sua proposta de simplificação do modelo tributário. IPI, ICMS, ISS, PIS e Cofins serão unidos em um só, o Imposto de Valor Agregado (IVA). "O grande beneficiado será o Nordeste, com a transferência de recursos desse novo modelo", destacou. Outra prioridade citada pelo tucano é a necessidade de implementação da reforma política.

Instado a avaliar o governo Michel Temer, o tucano disse que o emedebista herdou um quadro gravíssimo, com economia em recessão. "Não é fácil". E continuou: "o problema do Temer é que ele não foi eleito, o voto popular é que dá força, isso dá legitimidade ao novo presidente. Por isso, o novo presidente precisa fazer as mudanças e as reformas que o País precisa, para a economia andar forte. Tenho certeza que com a campanha eleitoral que começará em agosto, iremos levar esperança à população. Minha meta é dobrar a renda do brasileiro e do poder de compra", finalizou.

(Elizabeth Lopes)

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