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Estado de Minas

Preso, Cabo Júlio é vice-presidente da Comissão de Segurança da ALMG

O deputado, que foi condenado na Máfia dos Sanguessugas, conseguiu autorização da Justiça para frequentar as sessões da Casa


postado em 25/06/2018 12:52 / atualizado em 25/06/2018 13:45

Cabo Júlio não compareceu à última reunião da comissão(foto: Luiz Santana)
Cabo Júlio não compareceu à última reunião da comissão (foto: Luiz Santana)

Autorizado desde a segunda-feira passada a trabalhar na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o deputado estadual Cabo Júlio (MDB) deve participar nesta terça-feira (26) de reunião da Comissão de Segurança Pública da Casa. Isso porque, mesmo preso no regime semiaberto por  por causa de uma condenação por corrupção, o parlamentar é vice-presidente do colegiado.

Na pauta da reunião da comissão estão  um pedido de aumento do efetivo da PM em Conceição do Mato Dentro e requerimentos de votos de congratulações a policiais. O último encontro do grupo, que deveria ter ocorrido no dia que Cabo Júlio voltou ao Legislativo, não foi realizado por falta de quorum, na quarta-feira, dia 20.

No retorno, a expectativa era que ele fizesse um pronunciamento em plenário, como chegou a ser anunciado, mas também não houve deputados suficientes na Casa para abrir a sessão de plenário. Naquele dia, a maioria dos deputados preferiu ir a um evento da Associação Mineira de Municípios que reuniu centenas de prefeitos no Mineirão.

Semiaberto

Cabo Júlio conseguiu a autorização do juiz da Vara de Execuções Penais de BH, Luiz Carlos Rezende e Santos, para trabalhar diariamente de 8h às 18h na Assembleia. O parlamentar também havia pedido para converter a prisão em domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica, mas esta possibilidade lhe foi negada.

O deputado está preso em sala especial no 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros, na Pampulha, por sua condenação na Máfia dos Sanguessugas. O parlamentar foi condenado duas vezes pelo envolvimento em um esquema de fraude em licitações de municípios para a compra de ambulâncias com verbas do Ministério da Saúde.

A condenação por improbidade administrativa lhe impõe quatro anos de reclusão e 40 dias-multa. Em outubro de 2016, Cabo Júlio foi condenado mais uma vez a pena de seis anos de detenção em regime semiaberto e ao pagamento de mais 50 dias-multa à proporção de um salário-mínimo de 2006.

A defesa do deputado conseguiu um habeas corpus para a prisão de quatro anos. Com  isso, ele fica preso no regime semiaberto, o que lhe dá direito a sair durante o dia

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