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Estado de Minas

''Está na hora de acabar'', diz Bolsonaro, em BH, sobre greve dos caminhoneiros

"Não adianta o Brasil quebrar, porque vai quebrar na atual situação. Passou do limite", disse o deputado Jair Bolsonaro


postado em 29/05/2018 10:12 / atualizado em 29/05/2018 17:02

Jair Bolsonaro durante culto, nesta terça-feira (29), na Igreja Batista Getsêmani, em Belo Horizonte(foto: Gladystone Rodrigues/EM/D.A Press)
Jair Bolsonaro durante culto, nesta terça-feira (29), na Igreja Batista Getsêmani, em Belo Horizonte (foto: Gladystone Rodrigues/EM/D.A Press)

O pré-candidato a presidente, deputado Jair Bolsonaro (PSL), afirmou  na manhã desta terça-feira (29) que a greve dos caminhoneiros passou do limite e tem que parar. "Não adianta o Brasil quebrar, porque vai quebrar na atual situação. Passou do limite", disse.

A fala foi para centenas de pastores na Igreja Batista Getsêmani, em Belo Horizonte, onde ele participou de um culto.

O parlamentar disse ter gravado um vídeo dizendo que o protesto foi bem até  o momento mas tem que parar. "Ninguém está mudando de lado, tudo tem um limite. Humildemente tenho me dirigido a eles para que eles estudem a situação porque está chegando a um ponto que vai ficar irreversível", afirmou.

Sem intervenção militar


O presidenciável classificou os pedidos de intervenção militar feitos por alguns grevistas e apoiadores dos caminhoneiros de “liberdade de expressão” e disse que esta não é sua defesa.

“Nunca defendi essa tese porque não está garantida na nossa Constituição. O que eles tem saudade é do período militar onde tudo era bem diferente do que acontece hoje em dia. Você respeitava a família, tinha uma educação de qualidade, o emprego era pleno, a violência quase não existia. Eles querem paz. E qualquer instituição fardada transmite para eles disciplina”, afirmou.

Bolsonaro criticou a política do governo Michel Temer em relação aos caminhoneiros  e disse que se fosse ele o presidente a situação não teria chegado a este ponto. "O que a gente vai fazer é diferente dessa gente que está há 30 anos no país", disse.

Bolsonaro também reclamou da "indústria das multas" nas estradas. Segundo ele os Pardais só querem arrecadar e não salvar vidas. O pré-candidato também criticou as condições das estradas e o valor do frete.

Disse ainda que era óbvio que os caminhões como eixo suspenso não pagar sem pedágio e isso já deveria ocorrer. "Quem paga a conta é a dona Maria é o seu João, que vão no supermercado", disse.

Com anistia


Bolsonaro reafirmou que, se eleito, dará  anistia aos caminhoneiros e falou de um projeto da sua autoria que prevê a prisão de quem fecha as vias. Segundo ele quem está fechando as estradas são os infiltrados. "Onde porventura esteja havendo obstrução é de gente infiltrada do PT, da Cut ou seja lá o que for."

Em entrevista, o pré- candidato reforçou o apelo aos caminhoneiros. " Ninguém quer que o país quebre", disse.

Bolsonaro disse que os caminhoneiros foram atendidos em parte. "Comigo não teria chegado a isso porque nós teríamos nos antecipado ao problema"

Questionado sobre a atuação do presidente Michel Temer, Bolsonaro disse que não o considera. "É um presidente sem moral, envolvido em corrupção como o anterior e ninguém acredita na palavra dele", disse.

Apoio nas redes sociais

Durante a primeira semana da greve dos caminhoneiros, Jair Bolsonaro fez declarações constantes em apoio ao movimento nas redes sociais. O presidenciável chegou a afirmar que “Qualquer multa, confisco ou prisão imposta aos caminhoneiros será revogada por um futuro presidente honesto e patriota”.

 
Apesar do apoio, desde ontem o deputado mudou o tom nas declarações e apela, agora, para “que tudo volte à normalidade” para que a situação não “piore e caia na conta de vocês [os caminhoneiros] o que é de total responsabilidade do governo”. 
 
 
 
*Estagiário sob supervisão do editor Benny Cohen 

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