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Estado de Minas

‘Contra boato não tem como se defender’, diz Figueiredo Basto


postado em 19/05/2018 13:18

São Paulo, 19 - O advogado Antonio Figueiredo Basto negou ontem (18) a acusação de cobrança de “proteção” feita pelos doleiros Vinícius Claret, o “Juca Bala”, e Cláudio de Souza, conhecido como “Tony” ou “Peter”. “É um boato que você joga no ar. Todo mundo hoje neste País adora atacar a honra do outro”, disse. “Contra boato não tem como se defender”, completou Basto.

O advogado afirmou que nunca teve qualquer tipo de contato com Claret, Souza nem com o doleiro Dario Messer. Segundo ele, os contatos eram feitos por meio de Enrico Machado. “O Enrico era o contratador”, disse. Basto afirmou ainda que “não faz o menor sentido” a acusação feita pelos doleiros, já que a delação de Alberto Youssef - a quem chama de “Beto” - intermediada por ele foi em 2003 e 2004, enquanto a contratação para defender Messer ocorreu somente em 2005.

Segundo ele, Messer foi citado na delação de Youssef, o que contraria a suspeita de venda de “proteção” em delações. “Pega a delação do Beto (Youssef) no Banestado e veja de quantas pessoas ele falou. Falou do próprio Dario (Messer). Eu fiz o acordo. Não faz sentido uma leviandade dessas”, disse.

Basto citou ainda a prisão de Rosane, mulher de Messer, em 2009, como argumento de que não poderia ter vendido “proteção” ao doleiro, já que a mulher dele foi alvo de operação da Polícia Federal. “O que me chama atenção é que em 2009 a Rosane foi presa e me contratou.”

Para o advogado, o fato de ter intermediado o depoimento do também doleiro Renato Chebar, que relatou o envolvimento de Messer com o esquema do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB), pode ter motivado Claret e Souza a citarem seu nome. “A delação do Chebar explodiu eles no meio.”

Figueiredo Basto insinuou ainda que a cobrança pode ser uma forma de integrantes da quadrilha tentar tirar dinheiro de seus comparsas. “Isso é uma briga interna. Ele (Dario Messer) mesmo diz que não acreditava. Não sei se alguém estava roubando alguém lá dentro, se era uma maneira de justificar.”

A PF em Curitiba não quis comentar o caso. O Ministério Público Federal no Paraná disse, em nota, que “qualquer declaração de colaboradores em acordos deve ser devidamente apurada”. Os outros citados não foram localizados pelo Estado. As informações são do jornal

O Estado de S. Paulo

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(Ricardo Galhardo)

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