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Estado de Minas

Para conter despesas, Pimentel decide desativar um dos prédios da Cidade Administrativa

Governo do estado pretende economizar 40% com a medida e ajudar a minimizar as dificuldades de caixa


postado em 02/02/2018 19:06 / atualizado em 03/02/2018 10:33

(foto: Mario Castello/Esp)
(foto: Mario Castello/Esp)

O governador Fernando Pimentel (PT) decidiu que vai desativar o Edifício Tiradentes, que compõe a Cidade Administrativa, localizada no Bairro Serra Verde, Norte de Belo Horizonte. A decisão, segundo informou a assessoria de imprensa do governo de Minas nesta sexta-feira, foi tomada por Pimentel para ajudar o estado na contenção de gastos. O governador segue despachando do Palácio da Liberdade.

Em nota, o governo afirmou que os funcionários que trabalham no edifício estão sendo transferidos para os prédios Minas e Gerais e a mudança deve ser concluída nos próximos dias. “O objetivo, com essa mudança, é reduzir em cerca de 40% gastos com insumos diversos, manutenção rotineira e com o consumo de água e energia elétrica. O Edifício Tiradentes gera uma despesa anual de cerca de R$ 5 milhões”, afirmou o governo.

Ainda segundo informou o governo do estado, a medida pretende aproveitar cerca de 1.400 estações de trabalho que estavam desocupadas nos dois outros prédios e que geravam custos, mesmo estando vazias. “As mudanças em curso envolvem cerca de 150 servidores das Secretarias de Estado de Governo (SEGOV), de Casa Civil e de Relações Institucionais (SECCRI) e da Secretaria Geral de Governo (SGG)”, segue a nota.

O trabalho de relocação de servidores, ainda segundo o governo, vem sendo feito desde 2015 com transferência de órgãos que funcionavam em outras localidades. As corregedorias da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, além das Secretarias de Estado de Segurança Pública e de Administração Prisional são exemplos disso.

Desde que assumiu o governo do estado o governador vem fazendo críticas ao complexo arquitetônico. Em julho do ano passado, entrou em vigor a lei 22.606/17, que permite ao governo de Minas Gerais negociar cotas da Cidade Administrativa.

O complexo é avaliado em R$ 2 bilhões, metade dos R$ 4 bilhões que o Executivo pretende arrecadar com a proposta aprovada, que criou seis fundos de investimento para o estado.

A Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves foi inaugurada pelo então governador Aécio Neves (PSDB) há oito anos, em 4 de março de 2010 – data de aniversário de Tancredo.

A nova sede do governo estadual custou cerca de R$ 2 bilhões, sendo custeada pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). O projeto com seis edificações (que abrigam além da sede do governo, as secretarias de estado, um centro de convivência e as sedes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros) foi desenhado pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

O Palácio Tiradentes é a sede oficial, mas desde o início da gestão do governador Fernando Pimentel (PT), pessoas próximas afirmaram que o petista teria a intenção de usar o Palácio da Liberdade (antiga sede) com mais frequência.

O edifício é o maior prédio de concreto suspenso do mundo, com vão livre de 147 metros e 26 de largura. São quatro andares, onde estão instaladas a secretaria de Estado do Governo, o gabinete Militar do Governador, a secretaria de Estado da Casa Civil, a vice-governadoria e a governadoria.

Em Nota, o PSDB Minas classificou o fechamento do Palácio Tiradentes como um ato para "desviar a atenção do ato de protesto de mais da metade dos prefeitos de Minas que, nesta sexta-feira, na Cidade Administrativa, manifestaram sua indignação com a administração desastrosa e caótica que o governo Pimentel vem proporcionando aos servidores".

Disse ainda que a Cidade Administrativa foi projetada para gerar economia. "De 2011 a 2015, a Cidade Administrativa já representava uma economia de R$ 590 milhões aos cofres públicos com a racionalização de custos, como aluguéis, luz, água, combustível e vigilância, entre outras. Uma economia que deveria vir sendo acumulada ano a ano", avaliou.

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