Publicidade

Estado de Minas

'Estamos otimistas com a possibilidade de chegar ao 2º turno', diz Alckmin


postado em 31/01/2018 14:00

São Paulo, 31 - Estagnado na pesquisa de intenção de voto do Datafolha, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) minimizou nesta quarta-feira, 31, o desempenho dos nomes tucanos no levantamento e afirmou que está "otimista" com as chances de chegar ao segundo turno da eleição presidencial.

"O voto vai ser decidido lá na frente, a população tem mostrado maturidade quando as decisões são tomadas mais próximas do período eleitoral. A tarefa é ir para o segundo turno", disse o presidenciável, dizendo que o seu partido venceu em "quase" todas as votações em que chegou nesta fase. "É uma corrida de dois tempos, de resistência e trabalho. Estamos otimistas com a possibilidade de chegar ao segundo turno."

Segundo pesquisa Datafolha divulgada na madrugada desta quarta, Alckmin está dentro do segundo pelotão que briga por uma vaga no segundo turno no cenário onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não concorre. Nele, Marina Silva lidera com 13%, enquanto Ciro Gomes tem 10% e Alckmin e Luciano Huck somam, cada um, 8% das intenções.

Sem Lula, Jair Bolsonaro aparece isolado na ponta com até 20% das preferências. João Doria, o outro nome tucano pesquisado, registra entre 4% e 5% dos votos.

Questionado sobre se a presença de outsiders como o apresentador Luciano Huck na disputa eleitoral pode ser considerada positiva para a qualidade da democracia brasileira, o governador afirmou acreditar que novos atores fortalecem o processo democrático. "O que eu não acho bom para o Brasil é a fragmentação partidária", emendou. "Não é possível ter 35 partidos no Brasil e 28 com representação na Câmara. Isso coloca em xeque a governabilidade", avaliou.

O governador e presidenciável tucano defendeu a realização de uma nova reforma política que possa mudar o sistema de votação para o Congresso. "Hoje, o deputado faz campanha no Estado inteirinho como se fosse governador. Isso estimula o corporativismo", criticou, defendendo a implantação do voto distrital ou distrital misto.

(Marcelo Osakabe e Mariana Hollanda)

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade