Publicidade

Estado de Minas

Avião que caiu com Teori não registrou pane ou mau funcionamento, afirma FAB

Relatório final traz ainda informação de que as condições de visibilidade no momento da queda eram "muito abaixo" das ideais


postado em 22/01/2018 16:52

(foto: ALMIR LIMA/AGENCIA O DIA/ESTADAO CONTEUDO RJ )
(foto: ALMIR LIMA/AGENCIA O DIA/ESTADAO CONTEUDO RJ )

O avião em que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, estava no não registrou pane ou mau funcionamento. A informação foi divulgada na tarde desta segunda-feira pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa), subordinado a Força Aérea Brasileira (FAB).

O avião em que o ministro estava caiu em Paraty, no Rio de Janeiro, em 19 de janeiro do ano passado, matando Teori e mais quatro pessoas. De acordo com o centro a queda da aeronave foi causada por uma série de situações e não apenas por um motivo.

Um dos motivos, segundo o investigar encarregado pelo caso, coronel aviador Marcelo Moreno, as condições de manutenção e a documentação estava em dia. Apesar disso, o piloto tinha problemas com a visibilidade no local no momento da queda. Segundo Marcelo, a visibilidade estava "restrita" e "muito abaixo" do que era o recomendado.

"A visibilidade horizontal da baía do Paraty no momento do acidente estava em 1,5 mil metros, muito abaixo da requerida, que é de 5 mil metros", afirmou Moreno.

O coronel ainda destacou que essas informações estavam disponíveis para o piloto. O responsável pela investigação ainda afirmou que o piloto, Osmar Rodrigues, era experiente e tinha muitas horas de voo, inclusive na aeronave que caiu.

De acordo com Marcelo Moreno, as vítimas morreram por causa dos traumas causados pela queda do avião. "Ainda que tenha sido divulgado que um dos tripulantes foi encontrado com vida 40 minutos após o acidente, o afogamento foi causa acessória do acidente. A causa mortis foi politraumatismo", disse Marcelo Moreno.

Inquérito


Além de periciar os destroços da aeronave e as gravações das conversas entre o piloto e torre de controle, o inquérito realizou exames nos corpos do piloto, do ministro e das outras vítimas para descartar qualquer tipo de anormalidade que possa ter gerado o acidente.

A aeronave prefixo PR-SOM, modelo Hawker Beechcraft King Air C90, decolou às 13h01 do Campo de Marte, na capital paulista, e a Marinha foi informada da queda às 13h45. O avião caiu próximo à Ilha Rasa, a 2 km de distância da cabeceira da pista do aeroporto onde deveria pousar.

Além de Teori, morreram no acidente o empresário Carlos Alberto Filgueiras, proprietário da aeronave, o piloto Osmar Rodrigues, a massoterapeuta Maíra Panas e sua mãe, Maria Hilda Panas Helatczuk.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade