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Estado de Minas

Câmara de BH aprova proibição do uso de substantivo no masculino para se referir a mulheres

O texto aprovado em primeiro turno nesta segunda-feira garante que seja feita a referência nos dois gêneros quando da presença de homens e mulheres


postado em 11/12/2017 17:22 / atualizado em 12/12/2017 09:23

(foto: Abraão Bruck - CMBH )
(foto: Abraão Bruck - CMBH )

Projeto de lei aprovado em primeiro turno na Câmara Municipal de Belo Horizonte pretende permitir que nos cargos ocupados por mulheres o substantivo destinado a identificação seja obrigatoriamente usado no feminino.

O texto da vereadora Nely (PMN) abole na administração direta e indireta da Prefeitura de Belo Horizonte o uso do termo no masculino quando tratar de homens e mulheres, por exemplo. O projeto teve 37 votos favoráveis e um contrário. A proposta ainda precisa ser aprovada em segundo turno antes de ir a sanção do prefeito Alexandre Kalil (PHS).

“Na legislação em geral e nos documentos públicos em particular, a alusão abastrata a cargos, empregos e funções públicas é promovida sempre pelo emprego do gênero masculino, passando-se a impressão de que pessoas do outro sexo, quando os acessam, constituem verdadeiras anomalias”, afirma a vereadora autora da proposta na justificativa da medida.

Ainda segundo ela, a gramática tradicional, se comportando dessa maneira, acaba, mesmo de forma inconsciente, promovendo a inferioridade e subordinação das mulheres.

Na prática, o texto determina que havendo correspondente no feminino, o substantivo deve ser usado observando a presença de homens e mulheres. Será necessário, por exemplo, dizer o engenheiro e a engenheira, em casos em que existirem profissionais dos dois gêneros responsáveis por alguma obra. A mesma regra se aplica às outras profissões e situações.

 

Nome social


Na tramitação em segundo turno será analisada emenda ao texto, feita pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara, que acrescentou a possibilidade de uso do nome social por servidores e servidoras. Ainda não há data para entrada do projeto na pauta para apreciação em segundo turno.

No caso da PBH, já há um grupo de trabalho criado com o objetivo de garantir que o nome social possa ser usado em todos os formulários, sistemas e serviços disponibilizados ao público pela prefeitura. A medida foi publicada no início de agosto deste ano.

A equipe terá como metas a criação de uma proposta de capacitação de agentes públicos municipais para que eles usem exclusivamente o nome social no relacionamento com travestis e transexuais e também a elaboração de materiais informativos sobre o direito ao uso do nome social, para serem distribuídos em espaços públicos.

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