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Estado de Minas

PF interceptou conversas de Temer e Aécio

Interceptações revelam conversas de Temer com Loures e de Aécio com Gilmar Mendes e diretor-geral da PF


postado em 19/05/2017 16:17 / atualizado em 19/05/2017 16:22

A Polícia Federal (PF) interceptou conversas telefônicas entre o presidente Michel Temer e seu ex-assessor e homem de confiança, o atual deputado federal Rodrigo Loures (PMDB-PR). Também foi interceptada uma conversa entre Aécio Neves e o diretor-geral da PF, Leandro Daiello e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que relata na corte os inquéritos onde o senador afastado é investigado por envolvimento na Operação Lava-Jato.

Na conversa, Temer fala com Loures sobre uma expectativa que o deputado federal tinha a respeito de novas regras para o setor de portos. Na conversa de Aécio com Gilmar, interceptada no dia 26 de abril, Aécio pediu ao ministro para que telefonasse para o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) para que ele siga a orientação de voto proposta por Aécio".

A referência é a votação do projeto que tratava de "abuso de autoridade" em discussão no Congresso Nacional. Em resposta ao pedido de Aécio, o ministro do STF respondeu: "O Flexa, tá bom, eu falo com ele". Aécio explica que Flexa "é o outro titular da comissão, somos três, sabe?" .

Segundo a Polícia Federal, no mesmo dia da ligação telefônica o plenário do Senado aprovou o substitutivo do senador Roberto Requião (PMDB-PR) ao projeto que altera a definição dos crimes de abuso de autoridade. Também foram interceptadas duas ligações telefônicas entre Aécio e Daiello.

Na primeira conversa, Aécio fala sobre o depoimento dele que estava marcado na Lava-Jato, e que depois seria adiado por decisão do ministro de Gilmar Mendes. Numa segunda ligação, Aécio pede um espaço na agenda de Daiello para "falar sobre a previdência", assunto em discussão no Congresso.

Os aparelhos telefônicos de Aécio e de Loures estavam sob interceptação judicial - ou seja, os grampos não ocorreram nos telefones de Gilmar, Temer ou Daiello. Relatórios sobre essas ligações constam de documentos liberados por ordem do ministro do STF Edson Fachin nesta sexta-feira (19).

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