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Estado de Minas

Donos da JBS dizem em delação que pagaram R$ 60 milhões a Aécio em 2014

O valor teria sido repassado em troca do uso do mandato do senador para agir em benefício do grupo


postado em 19/05/2017 14:40 / atualizado em 19/05/2017 15:16

(foto: Waldemir Barreto/Agencia Senado )
(foto: Waldemir Barreto/Agencia Senado )

O senador afastado Aécio Neves (PSDB) foi acusado pelos executivos da JBS de ter recebido cerca de R$ 60 milhões em propinas.  Os valores teriam sido pagos por eles em 2014, em troca do uso do mandato do tucano para beneficiar os negócios do grupo.

Ainda na delação feita pelos executivos, eles citam ações de Aécio na liberação de créditos de ICMS para uma das empresas do grupo na área de couro. A negociação foi de R$ 12,6 milhões. Outra atuação teria sido relacionada também a créditos na compra da Seara, por uma subsidiária da JBS.

A relação do senador em favor da empresa vai além, segundo dados da delação. A empresa teria comprado partidos para compor a chapa de Aécio que concorreu à Presidência em 2014 e que acabou derrotada pela presidente Dilma Rousseff (PT).

Os executivos ainda admitiram que agiram em favor de Aécio com a emissão de notas fiscais frias, e na venda de imóvel superfaturado para pessoas indicadas pelo tucano, mas que, na verdade, o valor seria direcionado ao senador afastado.

O senador Aécio Neves foi alvo nessa quarta-feira de operação Patmos. Imóveis de sua propriedade foram alvo de mandados de busca e apreensão. A irmã do tucano, a jornalista Andreia Neves foi presa também alvo da operação e envolvimento nas denúncias.

O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, pediu a prisão de Aécio Neves, mas o pedido foi negado pelo relator da ação no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.

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