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Estado de Minas

"Segurança é farda na rua", defende João Leite em entrevista ao EM

Em resposta aos leitores e seguidores do EM nas redes sociais, tucano descarta "rótulo de defensor de bandido". Entrevista para site e portal foi uma das mais vistas no Twitter


postado em 05/10/2016 06:00 / atualizado em 05/10/2016 07:36

Candidato do PSDB reagiu com firmeza às críticas sobre sua relação com os direitos humanos e a segurança pública (foto: Sidney Lopes/EM/D.A Press)
Candidato do PSDB reagiu com firmeza às críticas sobre sua relação com os direitos humanos e a segurança pública (foto: Sidney Lopes/EM/D.A Press)

“Não aceito o rótulo de defensor de bandidos, porque já defendi a população de Minas Gerais e coloquei em risco minha família e minha vida.” O candidato a prefeito João Leite (PSDB) subiu o tom às críticas apontadas por leitores do Estado de Minas sobre a relação dele com os direitos humanos e a segurança pública. O tucano respondeu, ao vivo, nos estúdios do jornal em Belo Horizonte, aos questionamentos dos nossos seguidores, em entrevista exclusiva, transmitida ao vivo nas redes sociais e nos sites do em.com.br e do Portal Uai.

Vários leitores do jornal, em todas as plataformas interativas, citaram aquela questão como ponto fraco do candidato. “Fico indignado quando alguém fala isso. Soltaram presos para me matar”, disse, em referência ao período em que presidiu uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a fuga do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beiramar. A participação e engajamento dos leitores colocaram a tag #JoaoLeiteNoEm entre os trending topics, os assuntos mais comentados do Twitter. A entrevista teve mediação da repórter Flávia Ayer e do editor do Portal Uai, Benny Cohen.

Sobre a segurança pública, João Leite também citou propostas: “Uma cidade desorganizada e mal iluminada é violenta. Nova York fez isso muito bem. E nós precisamos de um novo projeto de iluminação pública para Belo Horizonte. Vamos também fazer uma série de treinamentos para a Guarda Municipal para capacitar e treiná-los com comunicadores. Segurança pública é farda na rua.”

O candidato demonstrou preocupação ante a absurda abstenção, somada à insatisfação expressa em votos nulos e brancos no resultado do primeiro turno. “Sentimos as pessoas muito sofridas, com o desemprego e a situação social que estamos vivendo, fruto de quase 14 anos de governo do PT. Vamos conversar e identificar os que não votaram em mim nem nos outros candidatos e ponderar sobre a importância deste momento. É muito importante que as pessoas participem, votem, para mudar a situação social que estamos vivendo”

O leitor Cristopher Mendonça, via Twitter, pediu que o candidato deixasse bem claro qual o posicionamento sobre a comunidade LGBT de Belo Horizonte. “Tenho minhas posições, meus valores, mas respeito todas as pessoas, todos os pensamentos. Sou oriundo de uma classe que recebe muito preconceito; primeiro como jogador de futebol, depois como religioso. Eu sei o que é sofrer preconceito e vou trabalhar para que ninguém passe por discriminação por qualquer motivo. Todo brasileiro tem direito de ter sua opinião, seu posicionamento. Como prefeito, serei defensor disso.”

No Facebook, o leitor Fabiano Reis perguntou se o candidato é a favor do Uber. Sâmia Costa, no site do jornal, contrapôs o posicionamento do oponente de João Leite, o candidato Alexandre Kalil (PHS), que se declarou contrário à regulamentação do aplicativo de transporte privado. “Sou a favor da liberdade, do empreendedorismo, das iniciativas do mundo tecnológico. Temos que entender também que essa questão será decidida na Justiça. Temos a legislação, mas, neste momento, uma liminar permite que o Uber continue trabalhando. É importante também lembrar que temos mais dois aplicativos chegando; é esse o mundo que vamos viver agora. Vamos esperar a decisão da Justiça, mas, como prefeito, vou chamar todos para conversar, já que os consumidores aderiram aos aplicativos no mundo inteiro”. Citou exemplo de cidades canadenses, onde taxistas prestam o serviço mediado pelos apps.

NA TV O candidato João Leite também participou de entrevista com o apresentador Ricardo Carlini, na TV Alterosa. Sobre a Lei do Silêncio, com a proibição de música ao vivo nos bares, ele falou em adequar horários de permissão, “mas a música nunca pode ser retirada da nossa cidade”: “Pode ter música ao vivo, claro que acompanhada, fiscalizada pela Prefeitura, em relação aos decibéis, para que a gente não tenha também um exagero. Mas a música tem que ter em BH”.

Nesta quinta-feira (6), a vez de kalil

O candidato do PHS à Prefeitura de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, participa nesta quinta-feira (6) do programa TV Verdade, na TV Alterosa, às13h30. Ja às 15h, o ex-presidente do Atlético estará na redação do Estado de Minas, onde responderá a perguntas de jornalistas e internautas. O eleitor que quiser fazer perguntas ao candidato deve usar a hashtag #kalilnoem.

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