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Estado de Minas

Coluna do Baptista Chagas de Almeida

"É deste 'financiamento de campanhas' que os cofres públicos sangram com superfaturamentos e outras mazelas"


postado em 20/03/2016 12:00 / atualizado em 20/03/2016 12:02

(foto: Arte: Soraia Piva / EM / D.A Press)
(foto: Arte: Soraia Piva / EM / D.A Press)
Na­da há que não pos­sa pi­o­rar
“Nothing so bad but it might be worse.” Deixar de lado a língua pátria não convém, mas na atual crise política é preciso usar o provérbio original, que significa: “Não há nada tão ruim que não possa piorar”. E quem se encarregou disso foi o senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), que está no olho do furacão da grave crise política que o país atravessa. À revista Veja Delcídio foi taxativo: “O Lula comandava o esquema”.


E tocou no ponto-chave: “O Lula negociou diretamente com as bancadas as indicações para as diretorias da Petrobras e tinha pleno conhecimento do uso que os partidos faziam das diretorias, principalmente no que diz respeito ao financiamento de campanhas”.

É deste “financiamento de campanhas” que os cofres públicos sangram com superfaturamentos e outras mazelas. E quem paga a conta são os brasileiros, que sofrem com uma das mais altas cargas tributárias do mundo. E olha que o Instituto Lula pegou pesado na resposta. Partiu para o ataque, que é a melhor defesa, e avisou: “Não comenta falatórios, ainda mais de réus confessos que negociam ilações em troca de benefícios penais”.

E olha como é fácil destruir uma biografia. O “este é o cara”, nas palavras do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, voltou a ser o radical comandante do Sindicato dos Metalúrgicos ao subir no palanque em ato de desagravo às decisões da Justiça, acompanhado da militância petista. O internacionalmente respeitado líder político voltou às origens. Não precisava estragar a sua biografia política tão rica, não necessitava deixar o sangue ferver.

E para voltar ao início, desta vez só na língua pátria, “não há nada tão ruim, que não possa piorar”. O senador Delcídio do Amaral, além de acusar Lula do esquema de corrupção, declarou que a presidente Dilma Rousseff (PT) sabia.

 

Congresso em polvorosa
O sentimento é geral, à exceção do PT, é claro. Na Câmara dos Deputados, o comentário é um só: “Não há mais como o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) se sustentar”. Mesmo o Senado, onde o clima estava mais tranqüilo, a tempestade atingiu. Os senadores, parlamentares experientes em sua maioria, “estão em polvorosa”, nas palavras de um líder. E líder de partido da base do Palácio do Planalto. A semana promete emoções fortes.

Silêncio ensurdecedor
O ex-presidente Luiz Inácio Inácio Lula da Silva (PT) e a presidente Dilma Rousseff (PT) estão prestigiados diante da grave crise política. Receberam manifestações de apoio de importantes países. A saber: Uruguai, Bolívia, Venezuela e Equador. A Argentina, bem ao seu estilo, anunciou “um apoio institucional” do governo Augusto Macri (foto)e pediu que a crise seja enfrentada através de “um mecanismo democrático”. Da Europa e dos Estados Unidos, que é o que importa, um silêncio ensurdecedor.

Começou mal

O novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, tomou posse na última quinta-feira. E já chegou ameaçando a própria equipe que vai comandar. Disse que, se houver “vazamento” de investigações dos policiais federais na Operação Lava-Jato, a equipe toda será afastada. Tradução política para o aviso: Aragão não vai se comportar como o ex-ministro de sua pasta José Eduardo Cardozo, que não interferiu, como não poderia deixar de ser, nas investigações. Pode ter certeza de que aí tem a pressão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A voz do leitor
Escreve o leitor Marcos Antônio dos Santos com uma boa lembrança diante da crise atual: “Aí, dá saudades do ilustre ex-presidente Itamar Franco, que com seu jeito bem mineiro fez gestão transparente, sem choques, buscando insistentemente o diálogo e o apoio dos partidos para uma governança de união nacional, principalmente procurando atender aos anseios da população brasileira. Basta lembrar o episódio com o ministro da Casa Civil Henrique Hargreaves, suspeito de envolvimento em corrupção. Deixou a pasta, provou sua inocência, retornou ao cargo em 1994 e ficou até o fim.

A catedral
O Brasil é mesmo o país da piada pronta. A caravana de Capelinha que veio a Belo Horizonte para o ato de desagravo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi custeada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) e por sindicatos ligados ao PT. A vinda dos militantes para a manifestação na Praça da Estação custou, de acordo com os próprios organizadores, R$ 4 mil. Então, não foi uma capelinha. É uma verdadeira catedral.

Pinga fogo
- Ministro Gilmar Mendes (do Supremo Tribunal Federal) suspende liminarmente a posse de Lula e devolve a Moro o que é de Moro.” Do deputado Marcus Pestana no twitter. Só para provocar!

- A sede do PT em Belo Horizonte é alvo de vandalismo de novo. De acordo com a Polícia Militar, foi a terceira vez só este mês que houve pichação e depredação. Ato lamentável e nada democrático.


- O governo de Minas vai substituir o Programa Minas Olímpica. O substituto será o Minas Esportiva. “Este é o último ano olímpico da atual gestão, precisamos pensar em políticas públicas que extrapolem as modalidades olímpicas”.

- São palavras do secretário-adjunto de estado de Esportes, Ricardo Sapi, que é especialista em marketing. Sabe o que vem por aí? Ele responde: Rúgbi, futebol americano, skate e outras modalidades”. Então, tá!

- Se a semana passada já foi de fortes emoções na política, os cardíacos que se cuidem. O clima deve ficar ainda mais agitado.

- Principalmente no Congresso e no Supremo Tribunal Federal (STF). E nem é possível fazer qualquer previsão sobre o que vem por aí.


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