Publicidade

Estado de Minas

Oposição rebate com números e site auditoria do governo de Minas

O deputado Gustavo Valadares disse que a auditoria feita pelo governo de Minas revelou 'números mentirosos'


postado em 16/04/2015 13:50 / atualizado em 16/04/2015 14:59

Deputados do bloco de oposição rebateram números sobre a gestão e situação financeira herdada pelo atual governo(foto: Gadyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Deputados do bloco de oposição rebateram números sobre a gestão e situação financeira herdada pelo atual governo (foto: Gadyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Deputados do bloco de oposição na Assembleia Legislativa de Minas Gerais apresentaram, nesta quinta-feira, dados rebatendo cada item do resultado do diagnóstico feito pelo governo de Minas sofre as finanças, serviços e obras do estado.  Os parlamentares questionam o fato de vários dados não terem a fonte citada e afirmam que os números foram descontextualizados.

Os dados divulgados hoje vão ser postados em um site, que será lançado na semana que vem e batizado de Observatório MG, como resposta à plataforma colocada disponibilizada pelo governo do estado.  No dia do lançamento, o governador Fernando Pimentel (PT) disse que a situação de Minas "é grave".

Os números da oposição foram expostos por Luísa Barreto, que é ex-coordenadora de execução das operações de crédito da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag). Luísa é funcionária de carreira cedida à Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

"O que eles mostraram foi uma auditoria mentirosa. Estamos prontos para rebater qualquer argumento do governo do PT do Vaccari ( se rerindo ao tesoureiro do PT preso nessa quarta-feira) e vocês vão ver quais são nossas armas a partir de agora", afirmou o deputado Gustavo Valadares (PSDB), líder da minoria na Casa.

Na segurança, por exemplo, a oposição diz que o Registro de Evento de Defesa Social (Reds) mostra que Minas diminiu em 21,5% os crimes violentos nos últimos 12 anos.

O líder do governo, deputado Durval Ângelo (PT), rebateu dizendo que os dados apresentados pelo governo foram tirados do orçamento aprovado por unanimidade pela Assembleia Legislativa de Minas. Sobre segurança, ele diz que não importa se as estatísticas são do SUS ou da polícia, “as pessoas morrem do mesmo jeito”. Ele alega que o Brasil registrou 13% de mortalidade enquanto Minas teve 52%.

Sobre o endividamento do estado a oposição diz que 85% foi contraída com a União antes de 1988. Já o governo rebate lembrando que os critérios da renegociação foram definidos nas gestões de Fernando Henrique Cardoso (FHC), no Brasil, e Eduardo Azeredo, em Minas.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade