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Estado de Minas

Deputados não reeleitos em Minas planejam próximos passos


postado em 28/12/2014 06:00 / atualizado em 28/12/2014 08:17

Juliana Cipriani

Dinis Pinheir, Zé Maia e Jayro Lessa(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press. , Pollyanna Maliniak/ALMG ALAIR VIEIRA/ALMG)
Dinis Pinheir, Zé Maia e Jayro Lessa (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press. , Pollyanna Maliniak/ALMG ALAIR VIEIRA/ALMG)

O voto dos mineiros que renovou a Assembleia Legislativa nas eleições deste ano em cerca de 30% deixou incerto o destino de 25 dos 77 deputados estaduais de Minas Gerais que terminam o mandato em 31 de janeiro de 2015. Aqueles que não conseguiram se reeleger – ou nem mesmo tentaram isso – programam para depois da virada do ano futuros diferentes: enquanto uns contam com a boa vontade de aliados para ocupar novos cargos políticos ou retornar ao Legislativo com baixas parlamentares geradas pelas mexidas no Executivo, outros falam em voltar para casa e para as profissões de origem.

Há 12 anos sem advogar, tempo em que foi parlamentar na Assembleia, José de Freitas Maia, o deputado Zé Maia (PSDB), pretende retomar os trabalhos em seu escritório de direito nas áreas tributária e comercial. Apenas 145 votos o separam do último eleito na coligação que reuniu PSDB, PP, PSD, PPS e DEM mas, mesmo assim, como o governador eleito foi o adversário Fernando Pimentel, do PT, o suplente prefere não contar com a abertura de uma vaga no Legislativo. “Não adianta fazer exercício de futurologia. Estou retomando minha carreira de advogado. Sou contador também, tenho escritório”, afirmou.
Mesmo diante do improvável, o deputado Célio Moreira (PSDB), que está depois de Zé Maia na fila de suplência, ainda sonha com a renovação do mandato. “Acredito que tenho chance, mas tudo depende da negociação. Há deputados de nossa base que apoiaram Pimentel”. Independentemente do cargo de deputado, Moreira diz que continua seu trabalho social e tem uma empresa de material esportivo comandada pelos filhos. Dinis Pinheiro (PP), que deixa a presidência da Assembleia, faz mistério. Ele não tentou se reeleger, pois concorreu a vice-governador na chapa derrotada do ex-ministro Pimenta da Veiga (PSDB). “Vou voltar para casa, meu destino só Deus sabe”, afirmou.

Com mais 24 anos de mandato e aos 65 de idade, Sebastião Costa (PDT) reconhece estar um pouco desatualizado, mas diz que vai voltar à advocacia. Este ano ele não concorreu e não conseguiu fazer o filho, Davi Costa, deputado, mas o deixou na primeira suplência do PTN. “Não advoguei enquanto deputado porque há limitações, mas continuei acompanhando processos. Estou providenciando imóvel para alugar.”

DESPEDIDA
Outro que volta às origens é o empresário Jayro Lessa (DEM), que chegou a registrar candidatura para tentar a reeleição, mas desistiu logo no início. Do alto de suas grandes posses financeiras, ele sai desdenhando do cargo que ocupou no Legislativo. “Não sei como fiquei tantos anos na Assembleia. Agora estou trabalhando muito, sou empresário e gosto de realizar coisas, apenas estava deputado.” Ele tem 32 empresas em áreas como siderurgia, venda de caminhões, posto de combustível e fábrica de tecidos. “A Assembleia não vale nada, ninguém vive com salário de lá não.”

Na turma dos que pretendem continuar na política, a deputada estadual Luzia Ferreira (PPS) já se garantiu. Depois de tentar, sem sucesso, se tornar deputada federal, ela diz ter conquistado espaço na PBH, fruto de suas boas relações com o prefeito Marcio Lacerda (PSB). Só não revelou onde. “Temos uma relação de confiança pessoal, profissional e política.”

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