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Estado de Minas

Com apoio do prefeito, Wellington Magalhães é eleito presidente da Câmara de BH

A eleição de Magalhães que aconteceu no início da tarde desta sexta-feira representa uma vitória não só do prefeito Marcio Lacerda (PSB) mas também das forças políticas que se reúnem em torno do PSDB, que deverá ir para a disputa com o PT na eleição para prefeito da capital, daqui a dois anos


postado em 12/12/2014 12:18 / atualizado em 12/12/2014 14:16

Vereador Wellington Magalhães, eleito nesta sexta-feira presidente da Câmara de BH, ao lado do filho (foto: Edésio Ferreira/EM DA Press)
Vereador Wellington Magalhães, eleito nesta sexta-feira presidente da Câmara de BH, ao lado do filho (foto: Edésio Ferreira/EM DA Press)

Apurados os votos da eleição para o novo comando nos próximos dois anos da Câmara de Belo Horizonte. Wellington Magalhães (PTN) é o novo presidente da Casa. Nesta sexta-feira, dos 41 vereadores do Parlamento municipal, ele obteve 25 votos. Os demais 16 parlamentares deixaram de votar, confirmando a divisão entre as forças políticas que apoiam o PSDB e o PT. Também foram eleitos Henrique Braga (PSDB), primeiro vice-presidente; Plablito (PV), segundo vice-presidente; Coronel Piccinini (PSB), secretário-geral; Dr. Nilton (Pros), primeiro-secretário; e Pelé do Vôlei (PTdoB), segundo secretário.

Magalhães e os demais vereadores da Mesa Diretora foram eleitos com o apoio do prefeito Marcio Lacerda, que embora filiado ao PSB  sempre fecha com os tucanos e aliados do PSDB em disputas eleitorais. De acordo com o vereador Iran Barbosa (PMDB), Lacerda deixou claro que o voto no candidato do PT, o líder do partido na Casa, vereador Juninho Paim, significaria declaração de rompimento com o prefeito da capital. Paim não chegou a disputar, retirou a candidatura diante da previsão de derrota. Os demais candidatos também evitaram bater chapa.

Na noite dessa quinta-feira, vereadores apoiadores de Magalhães tiveram um encontro com  o prefeito Marcio Lacerda em um hotel da capital. De acordo com vereadores, o prefeito esteve no local munido de uma lista com os nomes de parlamentares, que eram marcados na medida que chegavam para a reunião.

Declarações

Nesta sexta-feira, após ser eleito, Magalhães  era só elogios ao prefeito. "Um puta administrador', afirmou o futuro presidente do Legislativo de Belo Horizonte.

Juninho Paim, por sua vez, explicou  porque desistiu da disputa. Segundo ele,  a decisão aconteceu  depois de constatar que não teria votos susficientes para vencer o adversário. "Podia acabar num jogo de guerra, de agressões", acrescentou o vereador petista.

Disputa

A escolha aconteceu com voto aberto, sem direito, portanto, a traições veladas como acontecia no passado. Com as galerias cheias, vereadores começaram a reunião por volta das 9h desta sexta-feira. Estava em jogo nã só a definição da pauta dos trabalhos legislativos nos próximos dois anos como também a gestão de um orçamento anual em torno de R$ 219,5 milhões.

Candidatos

A eleição até a manhã desta sexta-feira estava indefinida. O atual vice-presidente da Câmara, Wellington Magalhães (PTN), o líder da bancada petista, Juninho Paim (PT), além de Orlei (PTdoB), do mesmo partido do atual presidente, Léo Burguês de Castro estavam oficialmente no páreo. A candidatura de Joel Moreira Filho (PTC) chegou a ser cogitada.

Denúncias

O processo eleitoral na Câmara de Belo Horizonte foi marcada por por denúncias de troca de votos por cargos e dinheiro. Por causa disso, o parlamentar Joel Moreira (PTC) pediu a relação de cargos na Câmara. O presidente da Câmara, Léo Burguês apresentou lista com 32 nomes de cargos amplos da administração, sendo seis indicados por Wellington Magalhães.

As acusações contra Magalhães não param por aí. Segundo o presidente, que qualificou a campanha à Presidência como a mais baixa da Câmara, Magalhães também tem “boicotado” as votações na Câmara para chantagear o prefeito Marcio Lacerda e conquistar seu apoio.

Na manhã desta sexta-feira, ex-aliado de Burguês, Magalhães, chegou acompanhado de apoiadores. Informações de bastidores na Casa revelaram que vereadores ligados ao atual desafeto de Burguês dormiram em um hotel para evitar assédios dos demais candidatos.

Colaborou Marcelo Ernesto


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