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Estado de Minas

Quarto debate entre candidatos ao governo de Minas tem ataques em mão dupla

Principais candidatos ao governo de Minas polarizam o confronto na TV


postado em 27/09/2014 01:07 / atualizado em 27/09/2014 07:20

"É muita petulância querer se comparar a JK e dizer que é o melhor prefeito. Francamente, Pimentel, fala sério", Pimenta da Veiga, candidato do PSDB (foto: fotos: Marcos Vieira/em/d.a press)

Os dois principais candidatos ao governo de Minas, o ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Fernando Pimentel (PT) e o ex-ministro das Comunicações Pimenta da Veiga (PSDB) transformaram o debate na Rede Record em um ringue. A uma semana das eleições, os dois se esforçaram para desconstruir a imagem do adversário. Pimenta chamou Pimentel de mentiroso. E Pimentel disse que Pimenta é um político ausente de Minas. Enquanto o petista focou munição contra o atual governo, que Pimenta representa, o tucano culpou o governo federal pelos problemas do estado.

O segundo debate com a participação de Pimentel – ele faltou aos dois últimos em razão de uma faringite – já começou quente. Já em sua primeira fala, Pimenta questionou o caráter do petista que, segundo ele, estaria mentindo em suas propagandas ao dizer que foi eleito o sétimo melhor prefeito do mundo “em um campeonato que ninguém conhece”. Pimentel respondeu que Pimenta fazia menção à escolha de uma entidade inglesa e que a honraria não foi para ele, mas para BH. “O que importa é ter feito um bom trabalho e quem pode atestar isso é a população”, afirmou, emendando que cumpriu todo o mandato.

Pimenta mais uma vez atacou, dizendo que o adversário não se explicou. “É uma coisa que não aconteceu. É muita petulância querer se comparar a JK e dizer que é o melhor prefeito. Francamente, Pimentel, fala sério”. O tucano insinuou que o petista não tem medo do ridículo, pois “encheu a propaganda de mentira”. Pimentel disse que o papel que o oponente faz “por recomendação dos marqueteiros” não lhe cabe e rebateu, dizendo que, por estar “muito tempo fora” de Minas, o adversário não sabe que o mineiro não acredita em “lorota”.

Até ao falar em substituição tributária, Pimenta trouxe de novo o assunto da propaganda do adversário, que diz ser o melhor prefeito de BH. Ele voltou ao tema até nas considerações finais e, em uma das ocasiões, disse que Pimentel governou tendo um “superprefeito” de BH, que foi o ex-governador Aécio Neves (PSDB).

Na área da educação, Pimentel disse que, ao contrário das propagandas institucionais do governo, Minas “paga um dos piores salários para professores e não cumpre o que a Constituição manda investir” no setor. Pimenta rebateu dizendo que Pimentel, quando prefeito, não cumpriu o percentual de 25% a gastar em educação e por isso foi processado. “E foi o tempo da escola plural, de triste memória”, disparou. A fala valeu direito de resposta ao petista, que afirmou nunca ter tido as contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado.

"Estamos discutindo propostas para Minas. O eleitor mineiro, talvez ele não saiba porque estava fora, não gosta de lorota", Fernando Pimentel, candidato do PT (foto: fotos: Marcos Vieira/em/d.a press)

FARPAS
Até no embate com os outros candidatos convidados, Tarcísio Delgado (PSB) e Fidélis Alcântara (PSOL), petista e tucano aproveitaram para trocar farpas. Em embate com Tarcísio, Pimenta culpou o governo do PT pelos altos índices de criminalidade em Minas e em todos os estados por falta de uma política nacional. Também ao responder Tarcísio, quando o assunto era a falta de um novo marco da mineração, Pimentel disse que a economia do estado tem sido sustentada pela atividade, porque, ao longo de 12 anos, Minas não teve um projeto de desenvolvimento econômico. “Ao contrário, o estado definhou”, afirmou. Pimenta, por sua vez, culpou a presidente Dilma Rousseff (PT) por tirar R$ 2 bilhões de Minas com isenções fiscais concedidas com tributos estaduais e municipais.

Pimenta tentou fazer dobradinha com o candidato do PSOL, perguntando-lhe sobre a dívida do estado com a União e culpando o governo do PT de “agiotagem”. Fidélis, porém, rebateu, dizendo que Pimenta representa os governos que mais endividaram o estado. Ao estilo PSOL, disse que os candidatos do PT e PSDB se esforçam para tentar se diferenciar, mas não conseguem. Fidélis questionou Pimentel sobre a aliança feita em 2008 entre petistas e tucanos para eleger o prefeito Marcio Lacerda (PSB) e o petista disse não se arrepender dela. Segundo diz, o prefeito fez um bom mandato até romper com o PT. Fidélis rebateu: “Que papinho mais Marina”, se referindo à defesa de alianças feita entre todos os partidos pela presidenciável.


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