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Estado de Minas

Dilma reclama de boatos sobre o Bolsa- Família na campanha

Desde o início da campanha, em julho, o Bolsa-Família já esteve em meio à artilharia eleitoral por diversas vezes


postado em 21/09/2014 00:12 / atualizado em 21/09/2014 10:00

São Paulo – Ao entrar na última quinzena de campanha, a candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, voltou a usar o terrorismo como discurso eleitoral. Em São Paulo, ontem, a presidente reclamou de supostos boatos de que acabará com o Bolsa-Família caso seja eleita para mais quatro anos no Planalto. Dilma argumentou que adversários políticos usam falsas informações para “enganar” o povo e afirmou que o benefício “vai acabar se eles forem eleitos”.

“Faltam poucos dias para a eleição. Neste momento, o clima fica um pouco quente e nós sabemos que começa uma série de mentiras e boatos falsos por aí. Para que eles fazem os boatos falsos? Para conseguir convencer o povo, enganando o povo. Por exemplo, tem uns que dizem que o Bolsa-Família, nosso programa mais importante para reduzir a pobreza e a desigualdade, ao lado do emprego e do aumento de salário, vai acabar”, criticou a presidenciável do PT em Santo Amaro (SP).


Dilma defendeu ter “a verdade” como ferramenta para rebater os “boatos” e ainda acusou seus adversários de acabar com o programa de transferência de renda se forem eleitos. “Ora, vai acabar se eles forem eleitos. Enquanto eu for presidente da República, garantir emprego, garantir direito trabalhista, garantir salário, eu vou garantir. Quero dizer para vocês que agora isso vai começar a acontecer, mas nós temos uma arma contra as mentiras e os boatos: a verdade”, complementou a petista.

Desde o início da campanha, em julho, o Bolsa-Família já esteve em meio à artilharia eleitoral por diversas vezes. Tanto a candidata pelo PSB, Marina Silva, quanto o presidenciável do PSDB, Aécio Neves, já precisaram negar a hipótese de acabar com o programa caso chegassem ao Planalto. Ambos, inclusive, dedicaram tempo dos programas na tevê para defender a continuidade do benefício.

A presidente também voltou a atacar Marina Silva endurecendo o tom sobre a flexibilização das leis trabalhistas em um eventual governo socialista. “Férias, décimo terceiro, hora extra. Isso são conquistas e conquistas não têm flexibilização. Conquista se defende”, disse a petista ontem. Marina já negou a intenção de revisar as leis. Na quarta, a socialista disse que “os direitos dos trabalhadores são sagrados”.


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