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Estado de Minas

Divulgação da PNAD acirra debate entre candidatos à Presidência

Enquanto Aécio e Marina criticam resultados negativos da Pnad, Dilma destaca os positivos


postado em 19/09/2014 06:00 / atualizado em 19/09/2014 14:19

A divulgação ontem dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – que aponta a interrupção na queda da desigualdade apesar do crescimento de 5,7% da renda média do trabalhador brasileiro –, dominou os discursos de campanha dos três principais candidatos à Presidência da República. O senador Aécio Neves, presidenciável do PSDB, afirmou que o crescimento da renda foi “muito baixo” e disse que “a administração da pobreza faz bem ao projeto do PT”. “A Pnad sinaliza aquilo que já estamos avisando há muito tempo: paramos de diminuir as desigualdades. A lógica do PT sempre foi a administração da pobreza. Eles não ousaram em novas políticas de superação do problema, não resolveram intervir no cadastro único do Bolsa Família, por exemplo, para ver que, além da carência financeira, há outras carências. O PT contenta-se com a administração da pobreza porque isso faz bem ao seu projeto”, avaliou.


Em visita à Bahia, Aécio fez campanha em Ilhéus e Itabuna, aproveitando para pedir ajuda a seus correligionários baianos para tirar o PT do governo – o estado está sob a administração petista desde 2007. Dividindo o palanque com o candidato ao governo Paulo Souto (DEM), que lidera as pesquisas, com 46% das intenções de votos, conforme o Ibope, o tucano afirmou: “Você vai ganhar a eleição na Bahia, Paulo, mas me ajude a fazer a obra completa, me ajude a tirar o PT do poder do Brasil”. Ele voltou a falar em “virada”, referindo-se à sua terceira colocação na preferência do eleitorado na corrida presidencial. “A minha palavra hoje tem um sentido especial: ninguém ganha eleição de véspera. A eleição se decidirá no dia 5 de outubro, quando todo brasileiro se levantar e se encaminhar para a urna para dizer o que quer para o seu futuro”, disse. O tucano estava acompanhado ainda do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), e do candidato ao Senado na chapa de Souto, Geddel Vieira Lima (PMDB).

ERRÁTICA A candidata do PSB, Marina Silva, também não poupou de críticas a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT. Disse que a interrupção na queda da desigualdade e o aumento do desemprego são resultado de “políticas erráticas” da atual administração. “Como se não bastassem o crescimento baixo, a volta da inflação, a elevação dos juros, agora temos o retorno da concentração de renda, que estava fazendo uma inflexão para baixo. É só uma demonstração de que uma coisa está sendo discurso para ganhar eleição e outra coisa é a prática na hora de governar o país, fazendo prioridades erráticas”, afirmou a ex-senadora.

Para tentar mudar essa realidade, a socialista, que estava hospedada em um hotel no Rio de Janeiro e mais tarde faria ato público em Vitória (ES) e em Aparecida de Goiânia (GO), afirmou que, em seu governo, vai criar programas de qualificação que melhorem a capacidade dos trabalhadores, fazendo com que a renda cresça. “Toda vez que se fala que Dilma corre o risco de aumentar seus percentuais nas pesquisas, a Petrobras se desvaloriza no mercado financeiro. Isso é falta de credibilidade”, disse Marina.

No sentido contrário das interpretações de seus adversários, a petista Dilma Rousseff saiu em defesa de sua administração e afirmou, por meio de nota, que os dados da Pnad demonstram que houve “avanço na qualidade de vida dos brasileiros”. Além disso, o texto afirma: “O salário real aumentou 5,7%, a formalização do trabalho bateu recorde e o trabalho infantil registrou a menor taxa da história”. O governo destacou ainda que “a presença de itens como fogões, geladeiras e TVs nas casas dos brasileiros está praticamente universalizada”. A presidente não teve agenda de campanha ontem, se preparando para a entrevista que concederia à noite para uma emissora de TV.


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