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Estado de Minas

Dilma faz campanha e tenta parceria com prefeitos gaúchos

Dilma tira o sábado para fazer campanha no Sul e busca aproximação com gestores municipais


postado em 24/08/2014 06:00 / atualizado em 24/08/2014 08:32

Brasília – Vaiada pela ausência na sabatina promovida pela Confederação Nacional dos Municípios, em maio deste ano, a presidente Dilma Rousseff fez campanha ontem diante de 200 prefeitos, vices e vereadores gaúchos que a apoiam na corrida pela reeleição. Reforçou que, a partir de 2003, quando o PT chegou ao poder com Luiz Inácio Lula da Silva, a interlocução do governo federal com os administradores municipais mudou para melhor. E elogiou as parcerias feitas entre os dois entes federativos. “Iniciativas como o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida e o Mais Médicos, entre outras, só funcionam com a participação das prefeituras”, disse ela.


Dilma desembarcou em Porto Alegre para reforçar os laços de consanguinidade e ajudar o governador petista Tarso Genro, que enfrenta uma eleição duríssima contra a senadora Ana Amélia (PP-RS). A presidente também voltou a admitir uma falha governamental – o acesso às especialidades médicas – ao falar sobre a contratação de 14,4 mil profissionais do Programa Mais Médicos para dar assistência básica a 50 milhões de pessoas. “Ainda temos de dar muitos passos para criar um sistema de saúde de qualidade; temos de enfrentar o processo de acesso às especialidades, ao médico do coração, ao médico do pulmão, aos exame laboratoriais”, ressaltou ela.


Mesmo assumindo responsabilidades e reconhecendo que ainda há muito mais a ser feito em termos de investimentos, Dilma provocou os tucanos ao afirmar que não há como comparar o que foi feito nos governos dela e de Lula com o que aconteceu durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso. “Nós fizemos, quem não fez não pode se comparar conosco”, desafiou a presidente.


 A candidata petista afirmou que, antes de o PT chegar ao poder, o Brasil “quebrou três vezes” e não tinha reservas internacionais suficientes para sustentar o país durante as turbulências financeiras. “Quando o Lula venceu pela primeira vez, era a esperança que vencera o medo. Agora, é a verdade que vai vencer a mentira e a desinformação”, discursou Dilma.
 A presidente, que durante o horário eleitoral veiculado ontem teve ressaltado, além da capacidade gerencial, o lado humano, ao falar das estripulias feitas pelo neto Gabriel no Palácio da Alvorada, disse que a Copa do Mundo foi um sucesso fora do campo, apesar da retumbante derrota por 7 a 1 diante da Alemanha. E cobrou otimismo dos presentes. “Nós acreditamos no Brasil dentro da cadeia, sendo torturados. Acreditar no Brasil e na democracia é obrigação do cidadão brasileiro”, conclamou.

 

 

Dose dupla

Treze partidos que integram o comitê de apoio à reeleição dela participaram ontem do encontro da presidente Dilma Rousseff com 108 prefeitos e 67 vices no Rio Grande do Sul. Foi o segundo encontro da candidata do PT com gestores municipais durante a campanha eleitoral. Há três semanas, em Montes Claros (MG), Dilma reclamou dos dirigentes de cidades “que não valorizam” as realizações do governo, especialmente as ações de combate à seca na região. Ontem, Dilma afagou os dirigentes municipais dizendo que a maioria dos programas sociais do governo, como o Bolsa-Família e o Minha Casa, Minha Vida, não seria viável sem o apoio das prefeituras. Para tentar mostrar proximidade com os administradores e rebater críticas de que não os recebe – como ocorreu na Marcha dos Prefeitos a Brasília este ano – ela afirmou que, no passado, eles eram recebidos pelo governo federal
“com a polícia e com cachorro na rua”. 


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