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Estado de Minas

Marina estreia em propaganda com críticas aos adversários


postado em 24/08/2014 06:00 / atualizado em 24/08/2014 08:14

Oficializada na Justiça Eleitoral como a nova candidata a presidente da República pelo PSB na sexta-feira, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva estreou ontem na propaganda eleitoral gratuita de rádio e televisão deixando de lado seu tradicional discurso radical e falando da necessidade de mudar e “superar a velha política”. Sem citar o PSDB e o PT – partidos dos seus principais adversários nestas eleições –, Marina criticou o revezamento de duas siglas no comando do país nos últimos 20 anos e disse que elas não conseguem mais “dialogar”, além de terem dividido o Brasil em “uma guerra”.


De branco e sem o uso de imagens externas, a candidata disse ser possível reunir “as melhores cabeças” para o governo e repetiu o bordão de Eduardo Campos: “Não vamos desistir do Brasil”. Embora não tenha citado nomes, Marina não poupou críticas à presidente Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição. Condenou a troca de ministérios por tempo na propaganda de televisão, referindo-se à substituição de César Borges por Paulo Sérgio Passos no Ministério dos Transportes, uma exigência do PR para manter a aliança que deu ao PT pouco mais de um minuto no programa eleitoral.


Marina afirmou que não vai se submeter a “chantagem política” e que tem “gente boa em todos os partidos” que poderá colaborar com a sua gestão no Palácio do Planalto. Discurso semelhante ela adotou em evento no Recife, Pernambuco, estado de Eduardo Campos – morto no último dia 13 em um acidente aéreo e de quem Marina era candidata a vice-presidente. Segundo Marina, caso eleita, ela tentará contar com políticos de partidos que hoje não a apoiam. Citou como exemplos Pedro Simon (PMDB-RS), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Cristóvam Buarque (PDT-DF), Eduardo Suplicy (PT-SP) e José Serra (PSDB).

“Eu sempre disse, desde 2010, que nós haveremos de ter maioria para governar com a ajuda dos homens e mulheres de bem do Congresso Nacional, que existem em todos os partidos”, afirmou a ex-senadora, que discursou em cima de um pequeno tablado no Casa Amarela, bairro pobre da Zona Norte de Recife. O deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), indicado como vice de Marina, ficou o tempo todo ao lado da candidata.

INFLAÇÃO Marina Silva ainda rebateu declarações da presidente Dilma, no dia anterior, de que a redução da meta de inflação implicaria cortes nos programas sociais. “Nós temos que ter a clareza que essa lógica (de não reduzir a inflação) é daqueles que não querem cortar outras coisas, inclusive o inchaço da máquina pública, onde já temos quase 40 ministérios, inclusive os desvios do dinheiro público e o privilégio de alguns setores que de uma hora para outra são ungidos”, reclamou a candidata, que ressaltou a importância do combate à corrupção. (Com agências)

 

 

Dono do jato

O candidato a vice-presidente da chapa do PSB, Beto Albuquerque, que a direção do partido está apurando quem era o dono do avião que caiu em Santos (SP), matando o ex-governador Eduardo Campos e outras seis pessoas no dia 13. A pergunta foi feita por jornalistas à nova cabeça da chapa, Marina Silva, após uma caminhada no Recife, o primeiro evento de rua como candidata no lugar de Campos. Mas quem respondeu foi Albuquerque. O vice disse que saber quem era o proprietário do jatinho “não era um problema” de Campos e afirmou que o que interessa ao partido é descobrir as causas do acidente que matou o então candidato do PSB. "Nós queremos saber, e ainda não foi explicado, como esse avião caiu e matou o nosso líder. Nós queremos justiça nesse caso. A caixa-preta não tinha nenhuma gravação", disse Albuquerque. A Polícia Federal investiga se o sócio de Campos, Aldo Guedes Álvaro, é o dono do jato.


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