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Estado de Minas

Câmara mantém recesso e desabamento de viaduto vira queda de braço entre vereadores de BH

Uma comissão formada por governistas foi montada e os vereadores da oposição querem CPI e a convocação do secretário de Obras da prefeitura.


postado em 04/07/2014 18:31 / atualizado em 04/07/2014 18:42

Duas pessoas morreram e outras 22 ficaram feridas no desabamento do viaduto na tarde dessa quinta-feira, na Região Norte de Belo Horizonte(foto: Marcos Michelin/EM/D.A Press)
Duas pessoas morreram e outras 22 ficaram feridas no desabamento do viaduto na tarde dessa quinta-feira, na Região Norte de Belo Horizonte (foto: Marcos Michelin/EM/D.A Press)

A queda do viaduto Guararapes, que liga a Avenida General Olímpio Mourão, no Bairro Planalto, à Avenida Pedro I, é motivo de queda de braço entre oposição e os vereadores da base do Prefeito Marcio Lacerda, na Casa. A superintendência de Comunicação do parlamento municipal informou que foi criada uma comissão formada por três parlamentares - todos governistas -, para fazer uma vistoria no local do desabamento, ocorrido na tarde dessa quinta-feira. Já os oposicionistas marcaram reunião para a próxima semana para discutir o assunto. Eles ainda pretendem instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as obras de mobilidade sob responsabilidade da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Após a reunião na manhã desta sexta-feira a câmara fica em recesso até o início de agosto.

De acordo com a Câmara Municipal de Belo Horizonte, a comissão de fiscalização será oficializada no Diário Oficial do Município (DOM) deste sábado. Entre os recrutados para a empreitada estão apenas vereadores governistas: Wellington Magalhães (PTN), presidente em exercício, Leonardo Mattos (PV), secretário-geral, e Autair Gomes (PSC), corregedor.

Para não ficar atrás, a oposição na Casa já se movimenta e marcou para a próxima segunda-feira uma reunião no plenário Helvécio Arantes, às 10h, para “discutir possíveis medidas e providências da Casa para a apuração do ocorrido e punição de seus responsáveis”, afirma o requerimento. O encontro foi requisitado pelos vereadores Adriano Ventura, Arnaldo Godoy, Juninho Paim, Pedro Patrus, todos do PT, além de Gilson Reis (PCdoB). Os parlamentares ainda afirmam, em nota, que o encontro foi agendado “pela necessidade da Câmara Municipal de Belo Horizonte dar um retorno à sociedade de Belo Horizonte”. Apesar do recesso, os vereadores que solicitaram a reunião afirmaram que a discussão será aberta a todos os pares.

Em outra frente, o vereador Iran Barbosa (PMDB) - que também faz oposição a Marcio Lacerda – já protocolou requerimento para convocar o secretário de Obras da Prefeitura de Belo Horizonte, José Lauro Nogueira Terror, para prestar esclarecimentos sobre a obra que desabou.

Ao mesmo tempo, os vereadores tentam recolher assinaturas suficientes para instaurar uma CPI para investigar as obras do Move, que estão sendo executadas na capital. Além do viaduto que desabou nessa quinta-feira, os parlamentares pretendem esclarecer outras denúncias de irregularidades. Entre os assuntos está as falhas na Estação São Gabriel, no bairro de mesmo nome, na Região Nordeste de Belo Horizonte, mostrada com exclusividade pelo Jornal Estado de Minas, no final de junho, além das suspeitas de superfaturamento. Até o incêndio em um ônibus do Move está entre os questionamentos que os parlamentares pretendem investigar.

Última sessão

Mais cedo, na última sessão antes do recesso, apenas nove vereadores compareceram à Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH). De acordo com a assessoria de comunicação da Casa, dos 41 parlamentares, apenas nove estavam presentes - 12 a menos do mínimo necessário para dar prosseguimento aos trabalhos legislativos. A Câmara entra em recesso hoje e só retorna no dia 1º de agosto.

Embora a sessão extraordinária já estivesse agendada antes do acidente - convocada para votação de 17 projetos de lei e nove requerimentos de temas diversos-, diante do fato que abalou a capital, nenhuma manifestação do Legislativo até aqui foi divulgada. Sem quórum, os nove vereadores se limitaram a fazer um minuto de silêncio em memória das vítimas fatais.


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