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Estado de Minas

PT e PSDB se enfrentam nas quatro cidades que escolhem novamente o prefeito

Os principais adversários de 2014 comecem a esquentar os motores para os futuros palanques estaduais e federais


postado em 06/04/2013 06:00 / atualizado em 06/04/2013 07:06

Enquanto 2014 não chega, as quatro eleições extemporâneas que acontecem amanhã no estado são uma oportunidade para que PT e PSDB comecem a esquentar os motores para os futuros palanques estaduais e federais. Os dois partidos protagonizam as disputas em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, e em São João do Paraíso, no Norte de Minas, e também se digladiam pelo poder em Cachoeira Dourada, no Triângulo Mineiro, e em Biquinhas, na Região Central.

“Essa disputa tem um valor simbólico. Ela toma contornos maiores, porque o Fernando Pimentel (PT) já colocou o nome dele na rua. Nossa expectativa é ganhar de goleada, de 4 a 0”, propagandeia o presidente do PSDB de Minas Gerais, deputado federal Marcus Pestana, se referindo ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, cotado para disputar o Palácio da Liberdade. O secretário-geral do PT no estado, deputado estadual Durval Ângelo, admite a polarização, mas minimiza a amplitude do embate: “PT e PSDB polarizam eleições há 16 anos no estado. Me preocupa essa afirmação do deputado Marcus Pestana. Não acredito que quatro cidades representem o estado inteiro”, rebate.

Presente na quinta-feira em comício em Diamantina pela candidatura de Paulo Célio (PSDB), acompanhado do vice-governador Alberto Pinto Coelho (PP) e do secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Nárcio Rodrigues (PSDB) – dois virtuais candidatos ao governo do estado –, Pestana reclama da invasão petista na cidade na reta final do pleito. “O PT antes denunciava o poder econômico, hoje o PT é o poder econômico. A quantidade de dinheiro que o partido está despejando em Diamantina é impressionante, é uma coisa que Diamantina nunca viu”, dispara. Para ele, a cidade tem grande importância e valor simbólico, pois “é capital do Vale do Jequitinhonha e terra de Juscelino Kubitschek”.

Durval afirma que, das quatro cidades que vão escolher novamente seus prefeitos amanhã, em três o motivo da eleição extemporânea foi o afastamento de tucanos das prefeituras. “Temos esperança em Diamantina, pois o prefeito está disputando sub judice. Nosso candidato, Marcos Tibães (PT), foi o vereador mais votado em outubro. O PSDB decidiu, sob risco de ter uma nova eleição depois, tirar o vice-prefeito que foi cassado, e manter o candidato. Estamos tentando mostrar à população que votar no prefeito do PSDB é perder voto”, afirma.

PR vermelho Pestana, que rumou ontem para Biquinhas, conta que ao entrar na cidade viu imagens da presidente Dilma Rousseff (PT) e do deputado federal Jaime Martins (PR) em apoio ao candidato Carlos da Vó (PR). “Nossa campanha aqui está usando bandeiras amarelas, e o candidato do PR, apoiado pelo PT, adotou a cor vermelha. A coisa está polarizada assim nas quatro eleições”, diz. Durval, no entanto, contesta a informação. “Nós, do PT, entendemos que essas eleições solteiras são únicas. Você não consegue pegar a força do governo federal ou do estadual. São disputas mais locais. Por isso achamos que não dá para nacionalizar esses debates. Em nenhuma cidade estamos insistindo na figura do Lula, ou da Dilma”, garante ele.

O prefeito eleito de Diamantina, Paulo Célio, foi impedido de assumir a prefeitura por irregularidades de seu vice, Gustavo Botelho (PP), que teve contas rejeitadas quando foi prefeito do município, entre 2001 e 2008. Além de Paulo Célio e Marcos Tibães, Ragosino Araújo (PTC) se apresenta como terceira via na cidade.

Em Biquinhas, o candidato Cleiton Alexandre (PSDB) é apoiado por Arisleu Ferreira Pires (PSDB), prefeito eleito e cassado, que mantinha união estável com Valquíria de Oliveira Dias (PSDB), ex-prefeita. Carlos da Vó (PR) tem o apoio petista no município. Em São João do Paraíso a briga é entre Dr. Antônio (PSDB) e Branquinho (PT) e em Cachoeira Dourada os candidatos são José Márcio (PTB), que tem o apoio dos tucanos, e Ciro Soares (PT).

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