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Estado de Minas

Cid Gomes defende reeleição de Dilma


postado em 27/02/2013 06:00 / atualizado em 27/02/2013 07:53

(foto: Jose Cruz/Abr )
(foto: Jose Cruz/Abr )

Brasília –
Afinado com a estratégia do Palácio do Planalto de minar a possível candidatura do governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, à presidência em 2014, o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), aprofundou o clima de divisão interna em seu partido ao apoiar o projeto de reeleição da presidente Dilma Rousseff. “Nós votamos na presidente Dilma, participamos do governo, portanto acho que o nosso caminho natural deveria ser apoiar a reeleição, caso ela seja candidata”, afirmou Cid, ontem, ao sair de reunião no gabinete presidencial.


Cid tomou essa posição quatro dias depois que seu irmão, Ciro Gomes (PSB), atacou Eduardo Campos, afirmando que o correligionário não tem “projeto para o país”. E enquanto o governador cearense se reunia com Dilma, Ciro Gomes voltou à carga. “Como alguém quer ser o presidente da República e não se sente obrigado, constrangido e estimulado a andar pelo país, visitar o Brasil e falar o que pensa, o que está errado. Porque se o cara é candidato contra a reeleição da Dilma, primeiro ele tem que sair do governo”, cobrou Ciro, após fazer palestra sobre a situação da economia brasileira em Salvador.

Mesmo contrariando a intenção do PSB pela candidatura própria à presidência em 2014, Cid Gomes amenizou o tom das declarações do irmão, com quem conversou na manhã de ontem, antes de se reunir com Dilma. “O que ele me disse é que não fez nenhum gesto de agressão ao Eduardo (Campos). Ele disse que tem preocupações com projetos para o Brasil, falou isso genericamente”. Também minimizou a existência de uma rachadura na legenda por conta do projeto de candidatura de Eduardo Campos. “Conversei com o Eduardo também. Ele falou que jamais vai brigar com o Ciro. É isso que eu espero mesmo, que os dois não briguem. Acho que foi tudo um mal entendido”.

Interessada em prestigiar Cid Gomes, a presidente ouviu dele propostas nas áreas de educação e infraestrutura e marcou viagem ao Ceará para 21 de março. O governador, por sua vez, afirmou que estará presente no Encontro Nacional do PT, que começa sexta-feira, em Fortaleza.

Cid Gomes ainda saiu em defesa de Dilma contra as declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que, em seminário do PSDB em Belo Horizonte, chamou a presidente de “ingrata” e disse que Dilma “cospe no prato em que comeu” ao negar ter se beneficiado com a herança recebida de seu governo. “Eu achei esquisitíssima a declaração”, criticou Cid. “Se o Fernando Henrique tivesse feito algum favor a Dilma, ele teria algum motivo para chamá-la de ingrata. Mas qual foi o favor que ele fez a Dilma? O governo do PSDB, a meu juízo, atrasou o país em muitos anos”, afirmou ele.

Lula rebate

FHC O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu ontem à noite em defesa de Dilma Rousseff. Durante o lançamento do livro do jornalista Mino Carta, em São Paulo, Lula rebateu as declarações de Fernando Henrique Cardoso, que chamou a presidente de “ingrata”, durante um evento do PSDB em Belo Horizonte, anteontem.

“Eu acho que o Fernando Henrique Cardoso deveria, no mínimo, ficar quieto”, respondeu Lula. O líder petista avalia que o tucano deveria contribuir para que Dilma continue a “governar bem” o país. “Acho que ele nem deveria falar. O que ele deveria é contribuir para a Dilma continuar a governar o país bem, ou seja, deixa ela trabalhar. Ela sabe o que faz. Não é todo dia que o país elege uma mulher presidente”, acrescentou o petista.

Lula participará hoje em São Paulo das comemorações pelos 30 anos de fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Mais do que celebrar as três décadas da entidade que ajudou a fundar, Lula aperta o nó que amarra a CUT à campanha presidencial de 2014. Depois de dar um recado, na semana passada, para a militância petista trabalhar pela reeleição de Dilma, agora é a vez de ele sepultar entre os sindicalistas o “volta Lula”.


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