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Estado de Minas

Suplentes divididos entre o empenho na campanha do titular e o pouco caso

A um passo de virar deputado


postado em 02/10/2012 06:00 / atualizado em 02/10/2012 06:55

Com a proximidade das eleições e o surgimento dos favoritos para comandar as prefeituras nas cidades mineiras, um time de parlamentares suplentes está a um passo de assumir vagas na Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. Alguns contam até com mais de uma possibilidade de ingresso, já que a distribuição das cadeiras é feita de acordo com as coligações fechadas em 2010. Mas isso ainda não é sinônimo de comemoração garantida. Enquanto uns se engajam nas campanhas dos titulares que cederão as vagas, outros preferem dizer que estão de fora ou até desdenham da possibilidade de serem alçados ao cargo de deputado.

Na contramão do que se esperaria de alguém em situação semelhante, o vereador Cabo Júlio (PMDB) diz não ter interesse nenhum em se tornar deputado estadual. As chances de ele entrar são grandes, com o favoritismo do deputado estadual Antônio Júlio (PMDB) à Prefeitura de Pará de Minas, na Região Central. O suplente seguinte, Leonídio Bouças (PMDB), também pode se dar bem com uma possível ida do deputado estadual Bruno Siqueira (PMDB) para o segundo turno das eleições em Juiz de Fora, Zona da Mata – caso ele ganhe, a fila anda duas vezes.


Os planos de Cabo Júlio, que tenta a reeleição como vereador, são de ficar na Câmara Municipal e disputar a Presidência da Casa. “Vou concorrer a uma eleição de vereador e assumir um mandato de deputado pela metade? Prefiro me candidatar daqui a dois anos à Assembleia”, afirmou. Questionado sobre uma possível derrota no Legislativo municipal, no entanto, ele diz que se perder “aí é diferente”. Dizem as más línguas que o parlamentar não estaria se esforçando muito para conquistar nova vaga na Câmara, mas ele nega. “É que minha campanha é diferente, é no meio dos policiais, mais silenciosa”, diz.


O ex-deputado Humberto Souto (PPS) não só não trabalha para os candidatos que poderiam lhe ceder a vaga se eleitos, como atua contra um deles: o candidato à Prefeitura de Montes Claros, no Norte de Minas, Jairo Ataíde (DEM), que tem boas chances de se tornar prefeito. Souto trabalhava por Athos Avelino (PSB), que teve a candidatura indeferida pela Lei Ficha Limpa e se tornou candidato diretamente contra Jairo, o mais bem colocado nas pesquisas, em 10 de setembro. “Não acho que ele (Jairo) seja um bom candidato e sou desprendido. Não tenho interesse algum em assumir como deputado”, afirmou. Empatados tecnicamente em segundo lugar em Montes Claros, com chances de irem para o segundo turno, estão Paulo Guedes (PT) e Rui Muniz (PRB).


Também são da coligação que daria a vaga a Humberto Souto o deputado Geraldo Thadeu (PSD), que concorre em Poços de Caldas (Sul), e Vítor Penido, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Outro com boas possibilidades de dar a vaga a Souto é Carlaile Pedrosa (PSDB), primeiro colocado nas pesquisas de Betim (RMBH). Com tantos nomes, além de Souto, estão na fila da torcida Renato Andrade (PP), Ruy Muniz (PRB) e o ex-deputado Edmar Moreira (PR).


Engajados


O petista Paulo Guedes é apenas um dos quatro do partido na Assembleia com chance nas disputas. Além dele, estão os deputados estaduais Durval Ângelo, em Contagem, Almir Paraca, em Paracatu (Noroeste), e Adelmo Leão, em Uberaba (Triângulo). Os suplentes na lista de espera são Geisa Teixeira, do PT de Varginha, o ex-deputado Carlos Gomes, o vereador em Ubá Vinícius Samôr e Denilson Martins, presidente do Sindpol MG. Em Contagem, também está no páreo o deputado estadual Carlin Moura (PCdoB). Neste caso, o suplente é Mário Caixa (PCdoB).


Ao contrário de alguns, Carlos Gomes diz participar ativamente das campanhas de Durval e Paraca. Com boa votação em Contagem, o petista participa de comícios, carreatas, caminhadas e outros eventos. “Doação não tenho condições de fazer. Minha participação é em busca de apoio e votos. Primeiro porque acredito neles, são boas pessoas para serem os melhores prefeitos dessas cidades, e também porque, se forem eleitos, vamos assumir. Trabalhei muito na campanha de 2010. Qualquer suplente faz torcida numa hora dessas”, disse.


Outro que tem chance é o ex-ministro Nilmário Miranda (PT), suplente do partido na vaga de deputado federal. O deputado federal Gilmar Machado (PT) está à frente nas pesquisas em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e Margarida Salomão (PT), que seria a primeira suplente, também tem um bom desempenho, podendo ser eleita prefeita de Juiz de Fora. Nilmário, no entanto, diz não criar expectativas. “Faço meu trabalho normal e os mais variados candidatos. Como fui candidato a governador e ministro, sou conhecido e todos me chamam para participar das campanhas”, argumentou. O petista disse visitar de quatro a cinco cidades por semana, além da Região Metropolitana de Belo Horizonte. “Não tem nenhuma relação com o fato de ser suplente. Sigo apoiando os candidatos do partido onde posso e devo”, afirmou.


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