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Estado de Minas

Conheça os crimes atribuidos aos 40 acusados do mensalão


postado em 24/12/2008 09:50 / atualizado em 08/01/2010 03:54

Conheça as acusações contra os 40 indiciados pelo Procurador da República e aceitas pelo Supremo Tribunal Federal (STF)

José Dirceu

Chefe da Casa Civil e deputado na época, foi apontado pelo procurador-geral como chefe da quadrilha de mensaleiros. Foi cassado pela Câmara pelo envolvimento no escândalo. Indiciado por corrupção ativa, peculato (desvio de dinheiro público) e formação de quadrilha.

Roberto Jefferson

Autor das denúncias do mensalão, foi indiciado por desvio de dinheiro nos Correios. Assumiu ter recebido R$ 4 milhões do PT. Indiciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Marcos Valério

Sócio das agências de publicidade SMPB e DNA na ocasião, foi apontado como principal operador do mensalão. Era responsável por liberar os recursos. Foi indiciado por formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

José Genoino

Deputado federal eleito em 2006, era presidente do PT na época do escândalo. Assinou empréstimos do PT com bancos que irrigaram o esquema do mensalão. Indiciado por corrupção ativa, peculato e formação de quadrilha.

Delúbio Soares

Foi tesoureiro do PT, apontado como principal executivo do esquema de pagamento a parlamentares. Era o principal contato do empresário Marcos Valério junto aos políticos. Indiciado por corrupção ativa, peculato e formação de quadrilha.

Silvio Pereira

Secretário-geral do PT na época, foi acusado de participar do núcleo do esquema. Era responsável por coordenar a distribuição de cargos públicos no governo. Indiciado por corrupção ativa, peculato e formação de quadrilha. O STF aceitou a denúncia mas Silvio Pereira fez um acordo com o Ministério Público para reverter a acusação em prestação de serviços à comunidade.

Ramon Hollerbach

Sócio de Marcos Valério, foi acusado de utilizar contratos de publicidade com empresas privadas para financiar o mensalão. Indiciado por formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Cristiano de Mello Paz

Outro sócio de Marcos Valério, também foi acusado de utilizar as empresas de publicidade como instrumento para montar o esquema. Indiciado por formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Rogério Tolentino

Terceiro sócio de Marcos Valério, também foi indiciado por utilizar-se das agências para montar o esquema. É acusado de formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Simone Vasconcelos

Então diretora financeira da SMPB, reconheceu fazer pagamentos em dinheiro a parlamentares em Brasília. Indiciada por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção ativa.

Geiza dos Santos

Funcionária da SMPB na época, atuava ao lado de Simone Vasconcelos no pagamento de parlamentares. Acusada de formação de quadrilha, corrupção ativa, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Kátia Rabello

Presidente do Banco Rural, que repassava o dinheiro a parlamentares. É acusada de fazer empréstimos a Marcos Valério sem garantias. Indiciada por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e evasão de divisas.

José Salgado

Vice-presidente do Banco Rural na época foi indiciado junto com a presidente for lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, gestão fraudulenta e evasão de divisas.

Ayanna de Jesus

Vice-presidente do Banco Rural na época, foi indiciada por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e evasão de divisas.

Vinícius Samarine

Diretor estatutário do Banco Rural, foi acusado de integrar o esquema no banco. Indiciado por formação de quadrilha, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Henrique Pizzolato

Diretor de marketing do Banco do Brasil na época do esquema, foi acusado de desvio de dinheiro. Indiciado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Luiz Gushiken

Ex-ministro da Secretaria de Comunicação, foi acusado de desviar recursos do fundo de investimento Visanet em benefício das empresas de Marcos Valério. Indiciado por peculato.

João Paulo Cunha

Ex-presidente da Câmara, foi acusado de receber recursos do mensalão e de beneficiar agências de Marcos Valério em contratos com a casa. Indiciado por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

Pedro Corrêa

Um dos três cassados pela Câmara e ex-presidente do PP, foi apontado como beneficiário de R$ 4,1 milhões. Indiciado por formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

José Janene

Foi apontado como beneficiário do esquema. Argumentou que o PP recebeu R$ 700 mil para pagar o advogado do deputado Ronivon Santiago. Indiciado por formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Pedro Henry

Segundo Roberto Jefferson, o deputado do PP de Mato Grosso pressionou o PTB a entrar no esquema do mensalão. Henry foi indiciado por formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

João Claudio Genu

O assessor da liderança do PP na época foi acusado de receber o dinheiro repassado aos parlamentares do partido. Indiciado por formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Valdemar Costa Neto

O deputado, ex-presidente do PL (hoje PR), teria recebido R$ 1,2 milhão das contas de Marcos Valério. Indiciado por formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Jacinto Lamas

Ex-tesoureiro do PL (hoje PR), teria participado do recebimento do dinheiro. Indiciado por formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Antonio Lamas

Irmão do ex-tesoureiro do PL (hoje PR) e ex-assessor da liderança do partido, é indiciado por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Bispo Rodrigues

O ex-deputado foi apontado como beneficiário de R$ 400 mil. Renunciou ao mandato. Indiciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Romeu Queiroz

O ex-deputado foi apontado como beneficiário de R$ 350 mil de empresas de Marcos Valério. Indiciado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

José Borba

O ex-deputado e ex-líder do PMDB foi acusado de receber R$ 1,1 milhão das contas de Valério. Indiciado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Paulo Rocha

O deputado do PT do Pará foi acusado de receber, por meio da assessora Anita Leocádia, pelo menos R$ 420 mil das contas de Valério. Indiciado por lavagem de dinheiro.

Anita Leocádia

A ex-assessora do deputado Paulo Rocha fez os saques de R$ 420 mil. Indiciada por lavagem de dinheiro.

Professor Luizinho

O ex-deputado foi apontado como beneficiário de R$ 20 mil das contas de Marcos Valério. Indiciado por lavagem de dinheiro.

João Magno

O ex-deputado foi apontado como beneficiário de R$ 425 mil das contas de Valério. Indiciado por lavagem de dinheiro.

Anderson Adauto

O ex-ministro dos Transportes e hoje prefeito de Uberaba admitiu ter recebido R$ 410 mil do valerioduto. Valério diz ter repassado a ele R$ 1 milhão. Indiciado por lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

José Luiz Alves

Secretário de governo de Anderson Adauto na prefeitura de Uberaba, foi responsável pelas contas de campanha do ex-ministro. Indiciado por lavagem de dinheiro.

Emerson Palmieri

Tesoureiro informal do PTB na época, hoje é primeiro-secretário do partido. Ajudou Jefferson a receber recursos do PT. Indiciado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Duda Mendonça

Publicitário da campanha presidencial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 admitiu ter recebido R$ 10,2 milhões em uma conta no exterior como pagamento do serviço. Indiciado por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Zilmar Fernandes

Sócia do publicitário Duda Mendonça, confirmou o recebimento de R$ 10,2 milhões por caixa 2. Indiciada por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Enivaldo Quadrado

Sócio da corretora Bônus-Banval, apontada como intermediária de repasses do PT ao PP. Indiciado por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Breno Fischberg


Diretor da Bônus-Banval na época também foi indiciado por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Carlos Alberto Quaglia

Sócio da empresa Natimar, que teria sido usada por Marcos Valério para fazer aplicações no mercado financeiro. Indiciado por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.


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