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Estado de Minas TRANSFORMANDO VIDAS

Afinando Histórias

Orquestra de Câmara e Coral Jovem Sesc trazem novas perspectivas para os participantes


Sesc MG
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postado em 19/10/2018 15:33 / atualizado em 19/10/2018 19:50

O Coral Jovem Sesc, criado em 2012, é regido pela maestrina Flávia Campanha(foto: Tarcísio de Paula/sesc/Divulgação)
O Coral Jovem Sesc, criado em 2012, é regido pela maestrina Flávia Campanha (foto: Tarcísio de Paula/sesc/Divulgação)
Muitas pessoas podem não se dar conta, mas quando o assunto é transformação social, a música pode ser uma janela importante para a percepção de um novo mundo, cheio de cultura e possibilidades. Um caminho sem volta. Mas para um futuro bem melhor.

O papel da música vai muito além do prazer em ouvir e apreciar um estilo. Ela contribui para o desenvolvimento de crianças e adolescentes no ambiente escolar, incentivando a interação social, possibilitando autonomia ao mesmo tempo em que estimula habilidades comunicativas e artísticas.

Foi justamente pensando no aspecto transformador do ensino da música que o Sesc em Minas criou, em 2012, dois projetos para promover o aperfeiçoamento artístico, social e cultural de alunos da rede regular de ensino: a Orquestra de Câmara Sesc e o Coral Jovem Sesc. São jovens com idades entre 10 e 19 anos, preferencialmente dependentes de trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo.

Ao todo, 600 estudantes já passaram pelos projetos musicais do Sesc, em BH e em Teófilo Otoni(foto: Tarcísio de Paula/sesc/Divulgação)
Ao todo, 600 estudantes já passaram pelos projetos musicais do Sesc, em BH e em Teófilo Otoni (foto: Tarcísio de Paula/sesc/Divulgação)
Esses projetos, com participação totalmente gratuita, com adesão por meio de processo seletivo, buscam ampliar as perspectivas dos alunos, ao contribuir com o crescimento pessoal e promover o acesso à cultura por meio da música.
O núcleo de Belo Horizonte, regido pelo maestro Eliseu Barros, foi o primeiro a ser criado e disponibiliza 130 vagas para alunos da rede regular de ensino da capital e região metropolitana. É importante que a renda familiar dos participantes seja de até três salários mínimos.

VIVÊNCIAS DIÁRIAS


A iniciativa também é desenvolvida no Sesc Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. O projeto, sob regência do maestro Yan Guimarães, foi iniciado no município em 2014 e conta com 90 vagas para alunos da rede regular de ensino da região, nesse caso, com idades entre 10 e 18 anos. O aperfeiçoamento artístico dos integrantes é desenvolvido por meio de vivências diárias nas aulas de contrabaixo, violino, viola, violoncelo, musicalização e prática de conjunto.

Complementar à Orquestra de Câmara Sesc em BH, em 2012, também foi criado o Coral Jovem Sesc, regido pela maestrina Flávia Campanha. O grupo é formado pelos 130 alunos da Orquestra e tem repertório misto, composto tanto por canções eruditas quanto por músicas populares, especialmente brasileiras. O coral surgiu como atividade vinculada à orquestra, mas, com o tempo, pelo êxito do trabalho, acabou ganhando vida independente, com repertório, agenda e rotina próprios.

NOVAS TRILHAS

NÚMEROS

Em BH
410 estudantes já passaram pelos projetos musicais do Sesc

Em Teófilo Otoni
190 estudantes já passaram pela Orquestra de Câmara Sesc


Todos esses ganhos produzidos pelo estudo da música, muitas vezes extrapolam barreiras e criam projeções de uma profissão no futuro. Foi o que ocorreu com a estudante Nikolly Emanuelly Ramos, que deu novos rumos à vida, em 2014, ao ingressar na Orquestra de Câmara Sesc, em BH, estudando violoncelo.

Participação na Orquestra de Câmara Sesc desencadeou novos projetos para Nikolly(foto: Henrique Chendes/sesc/Divulgação)
Participação na Orquestra de Câmara Sesc desencadeou novos projetos para Nikolly (foto: Henrique Chendes/sesc/Divulgação)
No projeto, ela tomou gosto pela música, desenvolveu habilidades e, no fim de 2017, foi aprovada em primeiro lugar para o curso de música – instrumento contrabaixo, da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e, também, em segundo lugar no curso de música – instrumento contrabaixo acústico, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Agora, aos 18 anos, ela já se formou na orquestra, mas ainda integra o coral e se dedica aos estudos na UFMG. “A Orquestra mudou a minha vida. Pensava em estudar música, mas não tinha noção de quanta coisa poderia aprender. Agora, quero concluir o bacharelado e continuar estudando. Também gostaria de fazer um mestrado fora do país”, destaca.

E Nikolly está longe de ser um caso isolado. Laura Carolina Santana Luiz, de 19, é outra estudante da orquestra em BH.Para ela, a sensação de subir ao palco para tocar em um conjunto orquestral é indescritível. A jovem estuda com o violoncelo emprestado pela instituição, porque a família ainda não conseguiu comprar um instrumento. Sem reclamar, ela segue em frente com os estudos e se prepara para cursar faculdade de música. Sua vida mudou de rumo aos 14, quando a mãe soube do processo de seleção do projeto musical do Sesc."Minha mãe insistiu muito para eu participar da seleção, porque queria que eu melhorasse o desempenho na escola. Tornei-me uma pessoa mais responsável, mais preocupada com o futuro, com os estudos, dedicada", garante Laura.

Para Laura, a sensação de subir ao palco para tocar na Orquestra de Câmara Sesc é indescritível(foto: Henrique Chendes/sesc/Divulgação)
Para Laura, a sensação de subir ao palco para tocar na Orquestra de Câmara Sesc é indescritível (foto: Henrique Chendes/sesc/Divulgação)
CONQUISTAS

Estudante de violino, a aluna Dhamária Ribeiro relata as experiências vividas no núcleo de Teófilo Otoni da Orquestra de Câmara como "os melhores momentos da vida". Além disso, gosta de contar como se desenvolveu depois de ingressar no grupo."O curso me ajudou muito no modo de me expressar. Hoje, sou aberta a experimentar todas as ações promovidas pelo Sesc na unidade."

Dhamária Ribeiro, estudante de violino em Teófilo Otoni(foto: Henrique Chendes/sesc/Divulgação)
Dhamária Ribeiro, estudante de violino em Teófilo Otoni (foto: Henrique Chendes/sesc/Divulgação)
O aprendizado e as conquistas não se limitam aos estudantes. Natural de Teófilo Otoni, o maestro Yan Guimarães disse que trabalhar em sua cidade natal era um sonho e um desafio."Cheguei a deixar a minha cidade, porque era impossível alcançar o objetivo de trabalhar com música. O Sesc mudou essa realidade. O trabalho com esses alunos, na minha terra, era um grande sonho. É motivo de orgulho não apenas para os participantes e suas famílias, mas para todo o município", comemora.

Para o maestro Yan Guimarães, natural de Teófilo Otoni, trabalhar com música em sua cidade natal era um sonho(foto: Henrique Chendes/sesc/Divulgação)
Para o maestro Yan Guimarães, natural de Teófilo Otoni, trabalhar com música em sua cidade natal era um sonho (foto: Henrique Chendes/sesc/Divulgação)
OPORTUNIDADES
Interessados em participar do projeto em Belo Horizonte ou em Tefólio Otoni, em 2019, devem ficar atentos ao processo seletivo. O prazo de inscrição será de 9 de novembro a 11 de dezembro deste ano. Na capital, as inscrições devem ser feitas no Sesc Palladium (Av. Augusto de Lima, 420 ou na Rua Rio de Janeiro, 1045, Centro). Mais informações sobre os projetos: www.sescmg.com.br


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