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Estado de Minas ESPECIAL

Ampliação de assistência humanitária ajuda a reerguer Brumadinho

Chegada de mais de 140 profissionais reforçou apoio à população da região


Brumadinho e região | Reconstrução
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Brumadinho e região | Reconstrução
postado em 30/06/2019 06:16 / atualizado em 11/07/2019 14:14

Ampliação de assistência humanitária conta com médicos, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, motoristas, entre outros profissionais.(foto: João Bosco/Vale)
Ampliação de assistência humanitária conta com médicos, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, motoristas, entre outros profissionais. (foto: João Bosco/Vale)

Brumadinho ganhou, desde fevereiro, reforço em seus quadros de saúde para atender a população. Está em vigor na cidade termo de cooperação assinado pela Vale com a prefeitura, com aporte de R$ 2,6 milhões, para ampliação de assistência humanitária no município. O recurso está custeando equipes multidisciplinares para atuar nas áreas de saúde e psicossocial, compra de equipamentos e materiais necessários na prestação dos serviços, alocação de 20 veículos para locomoção desses profissionais, além de imóveis para promoção do atendimento emergencial.
 
A ampliação da assistência humanitária na região contou com 142 novos servidores públicos, como médicos, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, motoristas, entre outros profissionais. Pelo termo, o município promove a capacitação dos profissionais e atende a determinação judicial no âmbito de ação civil pública proposta pelo Ministério Público de Minas Gerais. Uma auditoria externa independente, contratada pela Vale, acompanha e fiscaliza as atividades.
 
Outra preocupação é o controle de endemias. Com a dengue ainda em alta e o risco de outras enfermidades, fumacês foram aplicados durante 10 dias neste mês na cidade de Brumadinho e nas comunidades de Parque das Cachoeiras, Córrego do Feijão, Tejuco e Pires, as mais atingidas pelo rejeito da barragem que se rompeu. A ação foi previamente aprovada pela Secretaria Municipal de Saúde e Vigilância Epidemiológica e é um complemento às atividades já iniciadas em 1º de fevereiro. O objetivo é evitar a proliferação de doenças e surtos epidemiológicos, por meio do combate a pragas. O trabalho é focado no controle populacional de vetores de arboviroses (dengue, zika vírus, febre amarela e chikungunya).
 
O combate ao Aedes aegypti atuará em duas frentes: pelo fumacê, para eliminar o inseto adulto, e por um programa com drone para mapear os criadouros e lançar inseticida para acabar com as larvas do mosquito. O produto é acoplado ao equipamento e acionado por um operador que identifica o foco e repassa para a vigilância epidemiológica. Depois da aprovação desse órgão, o drone sobrevoa novamente a região para lançar o inseticida. A substância não é tóxica nem contamina o meio ambiente.
 
As ações de reparação e compensação entraram agora com uma agenda mais positiva, na opinião do diretor especial de Reparação e Desenvolvimento, Marcelo Klein. A empresa adotou medidas para reforçar a estrutura dos órgãos públicos de Brumadinho e das cidades ao longo da Bacia do Paraopeba. A interface ocorre não apenas com as secretarias de saúde, mas também com as de assistência social, turismo educação e obras. O objetivo é prover recursos, capacitar equipes, fazer melhorias físicas para que essas secretarias possam atender bem suas comunidades. “Não é uma medida assistencialista. Não é uma questão de prover verbas, mas prover infraestrutura humana e física”, ressalta Klein.


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