Estado de Minas Recomeço

Disposição para aprender e recomeçar

Talento, experiência e competências técnicas são utilizadas por empreendedores 60+ para criar, buscar e desfrutar das mais diversas oportunidades mercadológicas


Mercantil do Brasil
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postado em 02/05/2022 10:36

Lenice Morici, de 63 anos
A fotógrafa Lenice Morici, de 63 anos, viu seu mercado encolher na pandemia e começou a empreender na área de costura (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

 
No mundo do empreendedorismo on-line, cada vez mais a presença do público 60+ se torna relevante. Se antes o universo digital causava desconfiança e estranhamento, hoje é uma realidade e a busca por qualificação e domínio da tecnologia é um caminho sem volta, instigante. 

Por mais de 20 anos, Lenice Morici trabalhou com fotografia. Com a pandemia, seu setor foi um dos primeiros que parou, eventos cancelados, distanciamento social obrigatório e teve de fechar seu estúdio fotográfico. No horizonte, “um branco na vida” não só dela como na do mundo. Mas Lenice, com 63 anos, não é de desanimar e jogar a toalha.
Desta vez, o incentivo chegou pela filha, Bárbara, com a ideia de fazer máscaras. “Desenferrujei a máquina antiga que foi da minha mãe e comecei a comprar tecidos e elástico. Ofereci para uma vizinha, que logo me adicionou no grupo de WhatsApp e foram me adicionando em outros grupos, e graças a Deus, consegui um bom faturamento. Depois, veio a ideia de confeccionar pijamas. Comprava malha e cortava na minha mesa de vidro da sala e levava para a costureira fechar.”

Com ajuda do filho, Felipe, Lenice conta que abriu um perfil comercial no Instagram e postou fotos dos pijamas com descrição e preços, além de postar nos grupos. “Meus filhos me ensinaram a fazer posts e assim foi. O trabalho de corte já não cabia na minha sala. Mudamos para um espaço maior, fiz um quarto de atelier, comprei máquinas reta, overloque e galoneira. Já tinha tido experiência há 30 anos de confecção, e comecei a trabalhar independente. Sou modelista, costureira, arrematadeira, tudo no meu ritmo, frenético, diga-se de passagem.”

Atualmente, Lenice Morici é estilista da loja Giggle, no Belvedere, que atende a moçada teen. “As proprietárias Gisele e Bárbara, mãe e filha, eram minhas vizinhas, mas não nos conhecíamos. Foi por meio do grupo de WhatsApp que me procuraram, compraram alguns pijamas e pediram para copiar uma blusinha. 
Começou assim, e já tem quase dois anos, nessa parceria, desenhando coleções, desenvolvendo modelos e confeccionando para elas. Ganho por peça, tipo atacado, compro os tecidos, pesquiso tendências e vou em busca do melhor. Gosto demais de trabalhar com elas, existe uma troca maravilhosa, conversamos por FaceTime, WhatsApp, celular e pessoalmente também. Tecnologia, inovação, criatividade e disposição para trabalhar nunca foram barreiras para Lenice.

Viver o presente


Sem perder tempo, em 2022, Lenice voltou para a faculdade atraída pela tecnologia, com a possibilidade de estudar totalmente on-line: “Estou fazendo o primeiro semestre de moda. Faço meu horário. Ainda tenho muita coisa a alcançar, metas e planos. É uma luta diária, um dia de cada vez, sem preocupação de quando era mais jovem, agora temos mais tempo para dedicar a qualquer tarefa que nos é proposta”. Lenice destaca que, em relação à tecnologia, por ser fotógrafa e editora de photoshop, ela se sente confortável com o mundo virtual. “Já usava alguns Apps e sempre gosto de estudar, pesquisar, ver tutoriais sobre vários assuntos. Tento aprender todo dia mais um pouquinho.”

Já o administrador de empresas Márcio Pedrosa, de 67 anos, é um exemplo de sucesso deste público. A idade nunca foi um impeditivo ou obstáculo. O trabalho faz parte da vida assim como a veia empreendedora. Durante 20 anos, ele atuou como executivo de multinacional no segmento da indústria química de gases industriais, medicinais e combustíveis tendo até 280 colaboradores. 

“Em meados de 1997, por meio de uma parceria, eu e meu sócio iniciamos um empreendimento na área de gramados sintéticos, e obtivemos grandes resultados de imediato. Em 2018, iniciou-se um período difícil para o setor, era necessário novos negócios, novas ações, conhecer de perto o marketing digital, enfim precisava nos reinventar”, diz.

E foi o que fizeram. Foram à luta na busca de habilidades e competências para continuarem competitivos e gerando resultados. Nesta época, Márcio Pedrosa assumiu a administração da empresa e passou a buscar qualificação, formação e conhecimento nas áreas que inovavam o setor. Foi quando percebeu que, para conseguir resultados, deveria “fazer ações voltadas para o incremento do negócio de vendas, consultoria em projetos de grama sintética. Daí surgiu a Gramaonline, elaboramos o site www.gramaonline.com.br, focamos no seguimento de landscape, decorações, playground, jardins, eventos, buffet, miniquadras, consultoria e outros. E novos caminhos e novidades estão chegando”.

Queda e mitos


O preconceito do etarismo presente no mercado de trabalho carrega mitos, desconhecimento, imaginário equivocado e ideias preconcebidas que dificultam a vida do grupo 60 que tem profissionais competentes, produtivos, talentosos, experientes e com sede de aprender, empreender e compartilhar conhecimento. E a falta de habilidade com a tecnologia que permeia o mundo atual é o principal deles, sempre apontado como entrave para contratação e novas oportunidades.

Para o administrador de empresas e professor de marketing turbinado e principais tendências de mercado, Elber Sales, de 51 anos, isso é um grande mito. “Começamos com aulas presenciais e com a pandemia, tivemos de ir para o digital. A resposta não poderia ter sido melhor. Na última aula que ministrei em um de nossos cursos 100% on-line pela plataforma zoom, tinha uma aluna de 78 anos e outra de 82 acompanhando e fazendo perguntas pelo chat e por áudio. Isso é simplesmente espetacular”, conta.


Elber Sales, de 51 anos
Para Elber Sales, de 51 anos, professor de marketing e dono de cachaçaria, a falta de habilidade com a tecnologia entre a turma da terceira idade é mito (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)

Como não fazem parte dos chamados nativos digitais, Elber Sales, que também é um empreendedor, proprietário da Cachaça Bandarra, lançada no mercado em 1999 e exportada para Alemanha, França e Suíça, destaca que os mais velhos puderam acompanhar toda a evolução tecnológica e a transição de algo que já foi mais complexo e dominado por poucas pessoas, para estruturas bem mais amigáveis fáceis de acessar a custos bem menores.

No comércio on-line, Elber Sales conta que muitos dos 60 preferiam adquirir ou vender produtos a “moda antiga”, por insegurança e medo, se viram obrigados a aderirem a esse universo durante a pandemia. Isso impulsionou a entrada desse público no mundo digital eliminando todas barreiras.

A necessidade fez com que descobrissem que não era um bicho de sete cabeças como pensavam. “Eles vêm descobrindo que comércio on-line não significa mais apenas ter um site próprio de e-commerce. Além dos marketplaces, a comercialização de produtos e serviços pode acontecer por meio das redes sociais que vêm se transformando em verdadeiros canais de mídia e de venda. Vender pelo WhatsApp é um tipo de comércio on-line e essa rede social é a mais difundida no Brasil entre todas as faixas etárias.”

Elber Sales destaca que as vantagens apresentadas pelo comércio on-line são enormes. Vai desde o aumento da visibilidade da marca e/ou empresa como agilidade no atendimento com uso dos recursos automatizados. Mas a principal é a possibilidade de escalar as vendas com um significativo aumento da base de clientes que pode estar em qualquer lugar do mundo e não somente no raio de atuação do empreendedor. Já os desafios sempre vão existir para qualquer pessoa que deseja empreender, independentemente da idade.

E para administrar o negócio, lidar com as ferramentas oferecidas pela tecnologia, o marketing digital, o comércio on-line, os empreendedores 60 estão se qualificando: “Apesar de muitos chegarem no curso com o perfil do negócio já criado no Instagram e Facebook, redes que estão mais familiarizados, se apresentam muito inseguros dizendo que não sabem como lidar com as plataformas. Após o curso, já começamos a perceber mudanças significativas em relação à qualidade das postagens. Poucos se encorajam a fazer vídeos e fotos em que eles tenham que aparecer. Preferem trabalhar os bastidores”.

Ferramenta


9 passos para montar uma loja virtual do zero:

1 – Registre o seu domínio ou URL
2 – Escolha um servidor ou host de qualidade. Neste momento, leve em conta capacidade de armazenamento, limite de tráfego, disponibilidade do servidor, suporte e preço.
3 – Estruture a plataforma da loja virtual. Vários passos são exigidos, desde navegabilidade até tecnologias de segurança.
4 – Escolha um template adequado.
5 – Defina as formas de pagamento.
6 – Faça um planejamento logístico.
7 – Cadastre os primeiros produtos.
8 – Realize a divulgação.
9 – Faça a sua primeira venda na loja virtual.

Fonte: Escola de E-commerce (www.escoladeecommerce.com)

Banco Mercantil do Brasil: o parceiro dos empreendedores 60


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