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Além do lucro: a importância das ações socioambientais nas organizações

Pensar apenas em lucro ficou no passado; Daniel Lança, Compliance Officer da Itaminas, explica por que é tão importante que as organizações pensem além do lucro


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postado em 24/05/2022 13:45 / atualizado em 24/05/2022 13:57

Projeto social para idosos da Itaminas
O projeto social "Melhor Idade" promove eventos específicos para idosos do bairro Brasília (foto: Reprodução/Itaminas)

 
Num futuro muito próximo, as empresas que só pensam em lucro vão desaparecer do mercado. Obviamente, isso não significa dizer que as empresas não lucrativas vão prosperar. Todavia, aquelas organizações que não enxergam outras variáveis tão importantes quanto o lucro certamente não se sustentarão em longo prazo. Esse é um aparente paradoxo que está causando imensa revolução nos negócios. 

Recente pesquisa desenvolvida pelo professor Raj Sisodia, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, mostrou como as empresas que não pensam somente em lucro têm crescimento exponencial (portanto, lucram mais) em comparação com aquelas organizações que só se preocupam com o retorno financeiro. Cunhou-se, então, o termo “capitalismo consciente” para designar tais negócios em contraponto ao “capitalismo selvagem”, irresponsavelmente antiético e monofocado na distribuição de dividendos. 

Conceitualmente, as empresas que não aspiram somente ao lucro podem ser entendidas como aquelas organizações que agregam valor ao relacionamento com as suas diversas partes interessadas (stakeholders), e não somente aos acionistas (shareholders), a quem cabe desfrutar dos dividendos. Tais organizações compreendem que, para ter vida longa, elas precisam cuidar da interação com colaboradores, fornecedores, clientes, comunidade e meio ambiente, em uma relação que gere valor de maneira equânime e transparente. 

Nenhuma empresa sobreviverá preocupando-se apenas com o curto prazo ou apenas consigo mesma. Será preciso criar uma cultura de colaboração e empatia com as diversas partes interessadas, tendo ciência disto: “Ou crescemos todos juntos ou não há crescimento sustentável”.

Capitalismo consciente e reputação das empresas


Nos dias atuais, o próprio mercado trata de afastar parceiros de negócios nos quais não confia. Adam Smith, filósofo e economista britânico, considerado “o pai da economia moderna”, ensinava que a base do capitalismo é a confiança. A confiança é o sustentáculo do sistema capitalista no mundo democrático. 

“Em tempos de capitalismo consciente, ninguém quer associar marca e reputação com quem adere ao capitalismo selvagem; a interação com as diversas partes interessadas demanda relacionamento e confiança. Sem essas, você é ‘carta fora do baralho’ num ambiente de troca cada vez mais conectado”, afirma Daniel Lança, Compliance Officer da Itaminas. 

Não à toa, organizações de todo o globo utilizam com frequência ferramentas de due diligence (diligência prévia), que objetivam conhecer com quem fazem negócios, buscando checar antecedentes e uma infinidade de outras informações para deixar o interlocutor surpreso. Eis o dilema da sociedade da transparência absoluta em tempos de dados abertos e sistemas interconectados. 

“Dizer que as empresas que só pensam no lucro serão extintas num futuro próximo é tanto um prognóstico quanto um manifesto. Não há dúvidas de que precisaremos ser construtores do futuro que almejamos. Não é utopia acreditar em organizações com visão holística que fortaleçam a sustentabilidade, valorizem seus colaboradores e acreditem na diversidade e no poder da inovação para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Para isso, será preciso criar um capitalismo que efetivamente desinvista e desestimule negócios antiéticos com amplo engajamento coletivo”, declara Daniel.

Consumidores estão cada vez mais conscientes


Uma pesquisa feita no Brasil mostra que 56% dos brasileiros compram com base no posicionamento socioambiental da marca, e não apenas baseando-se na relação custo-benefício do produto ofertado. Quando o recorte é realizado com as Gerações Y e Z, essa fatia corresponde a 90% dos entrevistados. Nesses casos, ambos os públicos estão dispostos a pagar um valor até 25% mais alto para comprar o mesmo produto das marcas com impacto ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança). 

Parque Ambiental Cachoeira Sarzedo
O Parque Ambiental Cachoeira Sarzedo é resultado de uma das ações de responsabilidade ambiental da Itaminas (foto: Reprodução/Itaminas)


Tais números apontam como esta é uma tendência a ser levada a sério: as novas gerações, hoje em torno de 70 milhões de pessoas, representam 46% da população economicamente ativa (PEA) no Brasil. Em dez anos, serão 70% da PEA. “Vale dizer que essa geração, consumidora caracteristicamente mais consciente, dará as cartas para moldar um novo capitalismo”, conclui Lança.

Dificuldades de encontrar mão de obra qualificada no futuro


Além de fazer parte do grupo de consumidores conscientes, essas novas gerações compõem a mão de obra engajada. Diferentemente das gerações anteriores, a estabilidade e mesmo o salário em si não são valores tão relevantes quanto a busca de propósito no mercado de trabalho. Uma boa forma de explicar tal postura vem da Pirâmide de Maslow, que estuda as diversas hierarquias das necessidades humanas. 

Se, de maneira geral, a classe média ocidental já superou as necessidades mais básicas, como a fisiológica, as novas gerações idealizam aquelas mais complexas, como autoestima e autorrealização plena, inclusive no mercado de trabalho. De tal forma, será muito difícil para as organizações do futuro absorverem e reterem mão de obra qualificada das novas gerações sem um posicionamento consciente e engajado na luta pela defesa dos impactos social, ambiental e de governança. 



Papel do Compliance Officer em uma empresa


Com a mudança no pensamento das empresas, que agora agregam valor ao relacionamento com as suas diversas partes interessadas, desponta um novo cargo. A figura do Compliance Officer surgiu da demanda de empresas de acompanhar a conformidade à legislação vigente, com especial atenção às normas anticorrupção, sobretudo na nossa realidade. Logo, compreendeu-se que era preciso ir além e perseguir proativamente uma cultura corporativa de integridade. 

Com a profissionalização das áreas de compliance, diversas técnicas e ferramentas foram sendo incorporadas para a prevenção, a detecção e a resposta a atos ilícitos e fraudes corporativas, desde investigação interna à inteligência artificial. Todavia, esse movimento também gerou o perigo da criação de uma espécie de “xerife da organização”, movido pelo medo dos colaboradores e consequentemente inimigo do negócio. Mas a verdadeira missão do compliance não é apenas controlar, e sim ajudar a empresa a alcançar sua melhor performance valendo-se da mitigação dos riscos inerentes. 

O profissional de compliance precisa ser parte da solução, e não do problema. Ele não pode ser visto como uma “bala de prata”, devendo atua azeitadamente com outras engrenagens que sustentam não apenas o controle de ilegalidades, mas que ajudam a performar metas empresariais. 

O conjunto de tais engrenagens é o que se conhece como “governança corporativa”, ou seja, o sistema pelo qual empresas são dirigidas, monitoradas e incentivadas, como conceitua o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Soma-se a elas a concepção moderna do modelo de três linhas, idealizado pelo Institute of Internal Auditors (IIA), que parte do pressuposto da interconexão de processos, como controles internos, gestão de riscos, compliance e auditoria interna. 

Em ambos os conceitos, reforça-se a moderna agenda corporativa da dependência de estruturas de reporte e processos consolidados para gerenciar os diversos riscos de uma organização e alcançar seus objetivos. Assim, pressupõe-se mais confiança em papéis e responsabilidades do que no modelo antigo hierárquico e na confiança cega em pessoas. 

Daniel Lança, o Compliance Officer da Itaminas
Daniel Lança, Compliance Officer da Itaminas (foto: Reprodução/Itaminas)


Nesse caso, o compliance é apenas mais uma ferramenta na imensa engrenagem estruturada em três linhas de defesa, em que todos estão sujeitos a reportes, controle, processos e a monitoramento, seja por outra área de governança, seja por um órgão colegiado, como um comitê, por exemplo. 

Mas quem fiscaliza o Compliance Officer?


Ninguém na organização, nem mesmo o CEO ou o presidente do Conselho de Administração, está acima das normas corporativas estabelecidas. Sendo assim, todos devem prestar contas, quer em relação aos indicadores e às metas, quer em relação ao cumprimento de leis e regulações internas. 

O papel do compliance, portanto, é imensamente dependente de uma governança corporativa que funcione para todos, incentivando e monitorando inclusive a própria área de integridade. 

Colocar confiança ou dependência dos controles executivos em uma única área – ou em uma única pessoa – vai na contramão das melhores práticas de governança, principalmente quando ela monitora, mas não é monitorada. Caso contrário, uma ilegalidade cometida pela área de Compliance pode nunca ver a luz do dia. A lei vale para todos, até mesmo para o compliance.

Itaminas: empresa que investe em seus colaboradores, na comunidade e no meio ambiente


Desde o início das operações, a Itaminas prioriza ser uma empresa em sintonia com as transformações do mundo, cuidando da interação com colaboradores, fornecedores, clientes, comunidade e meio ambiente, em uma relação que gera valor de maneira equânime e transparente. 

A Itaminas é uma empresa de extração de minério de ferro que utiliza a metodologia de lavra a céu aberto e tratamento de minérios. Nas usinas são gerados quatro tipos de produtos: Sinter Feed Concentrado, Sinter Feed Alta Sílica, Hematitinha e Pellet Feed.

Clique aqui para saber mais sobre a Itaminas e seus programas sociais. 

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