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Estado de Minas REFLEXÃO

Leitor lamenta pelas mudanças no tempo


11/08/2020 04:00

Gregório José
Belo Horizonte 

"Quando eu era pequeno, vivia querendo mexer no álbum de fotografias de minha mãe. Nele tinham fotos dos meus avós maternos e da minha avó paterna. Meu avô, parte de pai, havia falecido e não tinha muitos ‘retratos’, como diziam na época. Ali tinha algumas recordações de meus tios (eram sete), suas esposas e filhos (meus primos). Lembrávamos de fatos ocorridos, quase sempre engraçados e cômicos, que nos divertiam à beça. Olhava o brilho de felicidade e encantamento nos olhos de meus pais e, nós, crianças (eu e mais quatro irmãs), nos fartávamos de rir e imaginar aquelas cenas contadas e recontadas em seus mínimos detalhes por meus pais. As famílias foram reduzindo, as fotografias impressas também! Hoje, os pais demoram a se unir matrimonialmente, e quando os filhos chegam já estão ‘maduros’ demais. Não sorriem como no passado. Não se ‘retratam’ como no passado. Não gravam seus bons momentos, mesmo em tempos digitais e conectados. Ficamos em nossos cantos olhando páginas e mais páginas virtuais de amigos, conhecidos, e tantos idos, os nossos queridos (e tem idos) não nos pertencem. São corações e curtidas na vida dos outros e os nossos ficam esquecidos (idos). Não temos tantos tios, primos e sobrinhos assim. 
Não sorrimos das travessuras ou erros, tombos ou gafes dos parentes. Nem encontramos mais nossos parentes. Não somos mais parentes. 
Não temos mais álbuns de família. Não temos memória familiar. Não temos nada!"

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