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Mitos sobre a anestesia

A afirmação de que a anestesia geral é mais perigosa é mito


18/01/2022 04:00

Paulo Henrique Laia
Cirurgião plástico, sócio-diretor do Premier Hospital Dia
 
O assunto anestesia gera muitas dúvidas, por provocar medo em relação às reações. Muitas pessoas não sabem, mas alguns pacientes, talvez por influências culturais, preferem uma determinada técnica anestésica. Os brasileiros, por exemplo, apresentam receio da anestesia geral, enquanto os americanos a preferem. O fato é que, em diversos casos, a anestesia geral é escolhida porque a expectativa é evitar qualquer tipo de dor. O processo na cirurgia plástica ainda é cercado por diversos mitos e verdades.

É comum ficar reticente ao conversar sobre anestesia, ou, simplesmente, ficar se remoendo com a possibilidade de acordar no meio do procedimento. Primeiramente, deve-se ter calma, pois não há necessidade de pânico. Muitas situações de risco podem ser previstas antes, durante e após a aplicação anestésica.

A afirmação de que a anestesia geral é mais perigosa é mito, uma vez que a medicina está muito moderna com o avanço tecnológico. Atualmente, existe muito mais segurança com essa opção. As medicações têm um tempo de ação mais curto, ou seja, fazem efeito mais rápido. Mesmo com menores dosagens, conseguem-se os mesmos efeitos que dose maiores usadas anteriormente.

Vale observar ainda que são drogas de eliminação mais fácil pelo organismo. As novas medicações restringem os efeitos colaterais e as complicações. A indicação de uma anestesia geral pelo médico não deve mais provocar ansiedade, uma vez que as medicações também apresentam grandes evoluções.

Outra situação geradora de receio seria o fato de não acordar da anestesia. Outro mito. Qualquer paciente acorda da anestesia. O que comumente ocorre é a confusão entre a sensibilidade de cada um sobre o efeito do sedativo. Há quem elimine as medicações mais rapidamente, enquanto outros tendem a demorar um pouco mais, alterando o processo de acordar. Existem ainda outras medicações, denominadas antagonistas, com o efeito contrário, para despertar.

Em alguns casos, o paciente pode acordar trêmulo, sendo uma resposta à queda da temperatura corporal, chamada de hipotermia. A situação tem várias causas, como a temperatura do bloco cirúrgico, que, em geral, deve ficar entre 18 e 19 graus, focando na manutenção dos equipamentos e controle de infecção hospitalar.

A anestesia pode gerar vômito, o que é verdade, porém, os anestesistas já colocam como medicação os antieméticos, para evitar náuseas.

O sucesso de qualquer cirurgia começa antes do procedimento, selecionando a equipe cirúrgica e a segurança do hospital. A partir desses dois fatores, as chances de complicações são mínimas. Contudo, devem-se considerar todas as etapas até o procedimento cirúrgico. É importante também seguir todas as recomendações do cirurgião, antes e depois.

A maioria das complicações decorre de opções equivocadas de profissionais, clínicas ou hospitais. Portanto, é preciso muita seriedade para decidir sobre alguma cirurgia plástica, focando no bem-estar e saúde. 


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