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O perigo dos anabolizantes

O consumo entre os jovens tem crescido muito no país: 1 em cada 16 estudantes já usou o produto


14/07/2021 04:00

Rodrigo Lamounier
Presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Minas Gerais (SBEM-MG)
 
Com o retorno do funcionamento das academias de ginástica, muitas pessoas querem compensar o tempo que ficaram em casa sem atividade física. E fazem muito bem. O sedentarismo é uma das principais causas de doenças, como diabetes, obesidade, problemas cardiovasculares e aumento de colesterol. O fortalecimento muscular e o condicionamento físico fazem parte de uma série de exercícios que devem ser realizados com paciência e com uma rotina preestabelecida. No entanto, muitas pessoas não querem esperar para obter o resultado desejado naturalmente e adotam alternativas perigosas, como o uso de anabolizantes. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Minas Gerais (SBEM-MG) alerta para os riscos do uso indevido e sem prescrição médica das substâncias, causando sérias consequências físicas e psíquicas.

Os anabolizantes são um recurso fácil para quem deseja aumentar a massa muscular. Não há qualquer controle médico das doses utilizadas, condições de aplicação ou o tempo em que são tomadas. Esse uso estético é completamente inadequado e ilegal. Algumas pessoas chegam a utilizar anabolizantes esteroides de uso veterinário.

Entre as principais consequências para a saúde estão crescimento do pelo facial e queda de cabelo, acnes, engrossamento da voz, aumento do colesterol, alterações na genitália, distúrbios do comportamento e do fígado, infertilidade, câncer, retenção de líquido no organismo, descompasso dos batimentos cardíacos e aumento da pressão arterial. As injeções de anabolizantes, caso compartilhadas, podem expor o usuário a outro problema: uma possível infecção por HIV ou o vírus da hepatite.

Os anabolizantes esteroides são drogas derivadas do hormônio testosterona e são conhecidos, principalmente, pelos efeitos que causam nos músculos (hipertrofia muscular). Eles possuem usos clínicos e podem, ocasionalmente, ser prescritos sob orientação médica endocrinológica para repor o hormônio deficiente em alguns homens e para ajudar pacientes com HIV a recuperar peso.

O consumidor brasileiro de anabolizante é, preferencialmente, homem entre 18 e 34 anos. Mas o uso entre os jovens tem crescido muito no país: 1 em cada 16 estudantes, entre moças e rapazes, já usou o produto. Desde 1996, o uso juvenil aumentou 39% entre os estudantes do nível fundamental; 67% entre aqueles do ensino médio; e 84% entre os do último ano do ensino médio. Os efeitos colaterais podem ser mais perigosos neste grupo, pois estão em fase de desenvolvimento, podendo interromper o crescimento. Em mulheres, podem causar mudanças permanentes na voz e na genitália.

A atividade física é fundamental para uma qualidade de vida. Mas ela deve ser feita com a orientação de um profissional de educação física e com uma avaliação médica. Conseguir o condicionamento físico e o fortalecimento muscular desejável é possível, priorizando sempre a saúde e os limites do corpo. 


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