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Ser professor é ser feliz


09/10/2020 04:00

Ítalo Francisco Curcio
Doutor e pós-doutor em educação, coordenador do curso de pedagogia da Universidade Presbiteriana Mackenzie

Em nosso cotidiano, vivenciamos situações muito interessantes junto aos diferentes segmentos da sociedade, independentemente de nossa atividade profissional ou qualquer outra desenvolvida.

Tais situações acabam por proporcionar experiências que remetem a reflexões também interessantes, como, por exemplo, sobre certas afirmações, que por serem reiteradas de forma recorrente acabam sendo aceitas por muitos como verdades.

Destaco, entre várias afirmações populares, o mito – que considero falso – de que "vida de professor é vida sofrida", de que "o professor ou a professora é um profissional infeliz", por ser mal remunerado, ser desrespeitado e até ignorado.

Peço desculpas aos que têm essas afirmações como verdades, mas externo, aqui, minha veemente discordância.

O respeito ou desrespeito a uma determinada profissão ou especificamente a um profissional, ocorre a todo momento. Não é raro presenciarmos atos de respeito e de desrespeito em nosso dia a dia, seja individualmente ou de forma generalizada, quando determinadas pessoas se manifestam em público.

Particularmente, no tocante ao desrespeito, não é apenas o professor que passa por isso, e, quando ocorre, geralmente, não é referente à profissão, mas a uma pessoa específica.

Quanto à remuneração na esfera pública, infelizmente, nossos professores brasileiros, sobretudo os da educação básica, na média, não são os profissionais de maior salário. Ao contrário, mesmo com sua formação e importância na sociedade, são, possivelmente, os que menos recebem pela sua atividade, comparativamente a outros de mesmo nível acadêmico. Todavia, isso não os torna infelizes, mas indignados.

A indignação não pode ser confundida com insatisfação ou infelicidade. Indignação é o reconhecimento ou confirmação de uma dignidade ferida, agredida, enquanto a infelicidade e a insatisfação estão associadas a sentimentos decorrentes de ações forçadas, feitas por imposição ou obrigação, e não por prazer.

Nesse caso, é que reitero minha discórdia quanto à afirmação de que ser professor é ser sofredor, ou ser um profissional desrespeitado e infeliz. Eu acredito e confirmo que, ao longo de meus ininterruptos 45 anos como professor, embora algumas vezes indignado, jamais me senti infeliz; sempre afirmei: "Ser professor é ser feliz!".

Ser professor é ser perseverante, confiante, é pertencer ao rol de celebridades contempladas pelo ser humano ao longo de toda sua vida. Ser professor é privilégio divino.

Quem se lembra, sem esforço de memória, de seu pediatra? Quem se lembra de seu dentista de criança ou adolescência? Quem se lembra de outro profissional ligado ao seu desenvolvimento, senão de sua professora, de seu professor?

O professor ou a professora da educação infantil, as professoras ou professores de seus ensinos fundamental e médio, e até da universidade são inesquecíveis. Para cada ser humano que os teve, os professores são personalidades indeléveis, inclusive aqueles ou aquelas que não nos agradaram muito. Mesmo nesses casos, os reverenciamos pela sua abnegação, pela sua dedicação.

Destaco que a etimologia da palavra professor não traduz tudo o que este sujeito representa na sociedade. O professor, além de professar seu conhecimento, é um educador, é um ensinante. Essa tríade é a verdadeira tradução, o verdadeiro significado do professor na contemporaneidade.

No mês de outubro homenageia-se o professor. Em 5 de outubro, por recomendação da        Unesco, é celebrado o Dia Mundial do Professor.

Em 15 de outubro, de acordo com o Decreto federal 52.682/1963, celebra-se no Brasil o Dia do Professor, alusivo ao dia 15 de outubro de 1827, no qual o imperador D. Pedro I decretou a criação do ensino elementar no país.

A exemplo de outras datas de homenagens, muitos perguntam: é preciso ter um dia de homenagem ao professor? Dia do professor é todo dia!.

Eu, particularmente, penso que, realmente, dia do professor é todo dia, assim como dia dos pais, das mães etc., mas o fato de se ter a distinção de determinado dia para essa celebração é uma forma de externar nosso reconhecimento por este profissional que tanto contribuiu e contribui na formação do ser humano.

Ser professor é ser feliz!

Essa afirmação não é um slogan, é um sentimento, é uma certeza advinda de uma experiência pessoal, é um testemunho.

Continuemos a celebrar esta data, a celebrar o(s) dia(s) do professor, a celebrar o mês do professor.

eliz dia do professor, caro amigo, cara amiga!


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