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Aliança pela vida

A expertise brasileira no campo da imunização não é suficiente para conter o avanço da doença


28/09/2020 04:00

O governo brasileiro, após entendimento com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aderiu à Aliança Global por vacina contra a COVID-19 (Convax Facility), administrada pela Aliança Gavi. Por meio de medida provisória, foram liberados R$ 2,5 bilhões, e o país terá acesso equitativo a doses de imunização ao novo coronavírus. Em nota, o Palácio do Planalto informou que espera adquirir o equivalente para imunizar 10% da população até o fim de 2021. A participação no consórcio, entretanto, não elimina os acertos bilaterais em curso com outras nações para que o país possa também produzir o imunizante e, assim, ampliar a proteção sanitária dos brasileiros.

A pandemia da COVID-19 parou o mundo. Tornou real versos do poeta e compositor Raul Seixas: “O dia em que Terra parou”. Embora a crise sanitária tenha eclodido em janeiro último, em Wuhan, no interior da China, a OMS reconheceu a sua dimensão planetária em 11 de março. De lá para cá, cientistas de todos os cantos do planeta debruçaram-se na busca por uma vacina.
O primeiro caso confirmado no Brasil foi em 25 de fevereiro, no Hospital Albert Einstein (SP), num paciente que retornou da Itália. Em sete meses, o novo coronavírus infectou 4,7 milhões brasileiros e matou 141,4 mil, sendo o terceiro país em número de casos e o segundo, de óbitos, atrás dos Estados Unidos, com 204.311 mil mortos e mais de 7,1 milhões de infectados. A Índia, com uma população de 1,3 bilhão de pessoas — seis vezes maior do que a do Brasil — registrou quase 6 milhões de casos e 94,5 mil mortos.

O Brasil tem notória experiência na produção de vacinas por meio da Fundação Oswaldo Cruz e do Instituto Butantan. É reconhecido, mundialmente, pela qualidade do medicamento e pelo tamanho da rede nacional de imunização. Além de produzir 25 vacinas, o país é um dos maiores exportadores.

Mas a expertise brasileira no campo da imunização não é suficiente para conter o avanço da doença. A flexibilização do isolamento social, a aglomeração de pessoas em praias, bares, restaurantes, transportes públicos e em outros locais não tem arrefecido a crise sanitária na dimensão desejada pelos especialistas. Além disso, nem todos seguem à risca as medidas de proteção individual, como lavar sempre as mãos, usar máscaras no contato interpessoal, tornando-se ou fazendo mais vítimas do inimigo.

O processo acelerado dos pesquisadores para chegar à vacina é recorde. Em média, a produção do remédio leva dois anos ou mais, até que todas as fases sejam cumpridas antes de chegar à população. O esforço dos cientistas fortalece a esperança de o cotidiano chegar próximo ao que todos entendem como normal. Mas a batalha não será vitoriosa se não houver adesão em massa. Os negacionistas estão de plantão e, desde os primeiros informes alvissareiros, fazem campanha contra a vacina, assim como fizeram contra a imunização do sarampo, da poliomielite e outras infecções virais e bacteriológicas que estavam sob controle e até entendidas como erradicadas. É preciso estar atento e forte. É tempo de defender a vida.


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