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Estado de Minas Editorial

Bolsonaro na ONU


22/09/2020 04:00 - atualizado 21/09/2020 20:35

O Brasil tem figurado nas manchetes internacionais como vilão do meio ambiente


A palavra narrativa figura nos dicionários mais antigos. Está relacionada à prática milenar de contar histórias. Antes da existência da ciência, fábulas, mitos, carochinhas explicavam os fenômenos da natureza por meio do universo mágico construído sobretudo com palavras. O tempo se encarregou de desvendar o saber e relegar a fantasia ao mundo da ficção.

Recentemente, porém, o vocábulo ganhou emprego que se generalizou. Passou a designar diferentes versões para um fato. O importante deixou de ser o acontecimento em si – capaz de ser verificado e, com isso, constatada a verdade. Deu a vez a "narrativas" contadas segundo a conveniência do interessado. O essencial tornou-se dar verossimilhança às peças montadas.

Hoje, o presidente Jair Bolsonaro vai abrir a 75ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), honra concedida ao Brasil desde 1947. Trata-se de oportunidade ímpar, que precisa ser aproveitada sem direito a desperdícios. O país terá o mundo como palco – nada menos que 198 Estados.

Os olhos e os ouvidos do planeta captarão cada palavra, cada cifra, cada proposta apresentadas. Depois as esmiuçarão com lentes de aumento. Se o discurso tiver brechas, as fissuras serão exploradas com alarde, dando vez (ou razão) às tantas narrativas que comprometem a imagem nacional.

O Palácio do Planalto anunciou que o ponto alto do pronunciamento será a questão ambiental. Nada mais oportuno. O Brasil tem figurado nas manchetes internacionais como vilão do meio ambiente – responsável por incêndios, destruição de biomas, morte de espécies animais.

E, como abriga a maior parte da floresta amazônica, teria tudo a ver com o regime de chuvas, alterações climáticas e descaso com a biodiversidade. Bolsonaro defenderá a tese de que tais acusações não condizem com a verdade. Seriam "narrativas" construídas e profissionalmente divulgadas para prejudicar o país.

Críticas se rebatem com fatos. É importante que o presidente responda às acusações de que o governo se mantém inerte nas questões ambientais. Deve apresentar os recursos mobilizados para controlar o desmatamento, combater as atividades ilegais e enfrentar o crime organizado na região.

Nos últimos 30 anos, o Brasil escreveu bela história na defesa do meio ambiente. É hora de retomar a trajetória e voltar à vanguarda mundial. O país tem recursos humanos e materiais para se desenvolver sem destruir a natureza – ativos aos quais deve recorrer para calar narrativas contrárias. Com a palavra, o presidente Bolsonaro.


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